Saúde mental de adolescentes 0 1300

As instituições de ensino desempenham um papel fundamental na identificação de alguns sinais que são sintomas e no apoio aos alunos em situações de vulnerabilidade

No mundo, mais de 13% dos adolescentes com idades entre 10 e 19 anos têm diagnóstico de transtorno mental, segundo dados da OMS. Mas se não quisermos perder essa geração para as estatísticas, precisamos olhar para a promoção de saúde mental. O que sua escola tem feito?
Nem tudo é papel da escola, mas muitos assuntos atravessam a escola e quando isso acontece é preciso parar e olhar para ele com carinho e atenção.
Mas o que fazer? Ou o que foi feito?
Como as escolas estão lindando com o aumento de alunos que sofrem de algum transtorno e como elas estão criando ambientes que promovam a saúde?

SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE
As escolas não são responsáveis por tratar de alunos com algum tipo de transtorno. Óbvio. Mas elas desempenham um papel fundamental na identificação de alguns sinais que são sintomas e no apoio aos alunos em situações de vulnerabilidade.
Isso porque tudo que vive dentro de um aluno é levado para dentro da escola junto com ele. Passa pelo portão todos os dias. E se as escolas – e as famílias – quiserem garantir desempenho e engajamento de alunos, elas precisam, necessariamente cuidar do que angustia esses mesmos alunos.

SAÚDE MENTAL
Isso é parte do cuidado da saúde mental. E é cuidando da saúde mental que vamos ter a chance de baixar índices e dados de suicídio de adolescentes e jovens, entre outras estatísticas tão doloridas e violentas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos anos, o número de casos de depressão em crianças de 6 a 12 anos aumentou de 4,5% para 8%. No mundo, mais de 13% dos adolescentes com idades entre 10 e 19 anos têm diagnóstico de transtorno mental.

SAÚDE PÚBLICA
O assunto é tão sério que o relatório Preventing Suicide: a global imperative, elaborado pela OMS em 2014, já havia revelado que o suicídio é um grave problema de saúde pública, que preocupa as autoridades. Tanto que, na agenda global publicada em 2017 pela OMS, uma das metas é reduzir 1/3 das mortes prematuras por doenças não transmissíveis, além de promover a saúde mental e o bem-estar das pessoas até 2030.

MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO
Diante dessa realidade, as escolas precisam exercer um papel cada vez mais importante na vida de seus alunos, compreendendo as questões que afetam a saúde mental dessas crianças e adolescentes, a fim de prevenir possíveis consequências relacionadas a transtornos, como a depressão e a ansiedade.
Para a professora e orientadora de conflitos, Wanessa Fernandes de Lira, da E.E. Tarcísio Álvares Lobo, a escola é um dos locais ideais para que as mudanças de comportamento dos alunos sejam analisadas e tratadas e, quando a criança ou o adolescente se sente protegido e acolhido, fica mais fácil compartilhar suas dores e incômodos com os professores.
Mas nem sempre falar sobre problemas emocionais ligados à saúde mental é comum às escolas, pelo contrário, é um desafio constante.

INTERVENÇÃO PROFISSIONAL
A automutilação na adolescência serve de alerta máximo para pais e educadores, pois se trata de um indicador de transtornos psicológicos sérios que requerem uma intervenção profissional. A prática não é uma maneira de chamar a atenção, pelo contrário, ela está relacionada a questões mentais graves que precisam ser tratadas adequadamente e com especialistas.

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