Você sabe como estão seus hormônios da tireóide? 0 669

As doenças da tireóide são mais freqüentes nas mulheres, mas afetam pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos

Sabemos que a tireóide é uma glândula do nosso corpo que, ao não funcionar corretamente, acarreta alguns problemas de saúde. Os mais popularmente conhecidos são o ganho ou a perda de peso em pouco tempo. O que muita gente desconhece são os fatores que fazem nosso organismo se comportar dessa forma e como podemos preveni-los e até tratá-los.

Hipotireoidismo e hipertireoidismo são as famosas doenças da tireóide desencadeadas pelo desequilíbrio dos hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), produzidos pela própria glândula. Quando em excesso ou abaixo do esperado, as funções orgânicas ganham, respectivamente, aceleração ou lentidão. 

Atualmente, cerca de 5% da população brasileira, aproximadamente 9,4 milhões de pessoas, possui distúrbios da função tireoidiana, seguindo o que acontece no resto do mundo. Apesar dessas disfunções não acometerem especificamente determinado sexo ou faixa etária, são de cinco a 10 vezes mais freqüentes nas mulheres. Sabe-se também que as disfunções da tireóide aumentam progressivamente com a idade.

De acordo com Dr. Frederico G. Marchisotti, endocrinologista da Diagnósticos da América – DASA, no hipertireoidismo o corpo apresenta sintomas como palpitação, nervosismo, insônia, pele quente, suores intensos, tremores nas mãos, perda de peso e aumento das evacuações diárias. “Já no hipotireoidismo, os principais sinais são diminuição dos reflexos, desânimo, sonolência, diminuição da memória, câimbras, aumento de peso por edema (inchaço) do corpo, cabelo fino e fraco, voz rouca e constipação intestinal”, completa o especialista.

Há também outra condição freqüente que é o aumento da tireóide, o bócio. O bócio pode ser acompanhado ou não dos mesmos descontroles de hormônios já citados. Também pode ser causado pela presença de um ou mais nódulos na glândula. Estima-se que 4% da população apresentem esses nódulos palpáveis pelo médico e até 30% da população, principalmente mulheres, ao se realizar uma ultra-sonografia.

Segundo especialistas, o melhor remédio continua sendo a prevenção. Quando surgir qualquer dos sintomas característicos das doenças da tireóide ou alguma alteração da glândula ao ultra-som, a recomendação é procurar a ajuda de um especialista e se submeter aos exames indicados.

Para saber a quantidade de hormônios da tireóide que o corpo possui e tratar de forma precoce qualquer desequilíbrio, é recomendável que seja realizada a dosagem, no sangue, do hormônio que controla a função da tireóide, o TSH. O médico também pode solicitar outras dosagens hormonais como T4 livre e T3. Em recém-nascidos, a exame de triagem é feito pelo teste do pezinho. Para avaliação dos nódulos da tireóide, os exames mais indicados são inicialmente a ultra-sonografia, e a seguir o médico pode complementar a investigação com a ultra-sonografia doppler, punção por agulha fina ou cintilografia da tireóide, um mapeamento da glândula. 

O tratamento dos transtornos da tireóide depende de cada caso. “Para o hipotireoidismo repõe-se os hormônios por meio de medicamento e no hipertireoidismo é preciso utilizar além de medicamentos, tratamento com iodo radioativo ou até cirurgia. Já quanto aos nódulos, existem diversas condutas que vão depender da avaliação do médico: podem ser apenas acompanhados com ultra-som periódico, tratados também com iodo radioativo, injeções de álcool ou cirurgia”, comenta Dr. Frederico.

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