
M.I.L.A. é um termo em inglês (Minimally Invasive Lipo Abdominoplasty) que significa lipoabdominoplastia minimamente invasiva, trazida ao Brasil para tratar diástase. O procedimento tem ganhado novos adeptos por sua rapidez na recuperação, mínimas cicatrizes e com bons resultados devido a sua tecnologia.
Assim como o nome já diz, essa é uma variação moderna e minimamente invasiva da lipoabdominoplastia, desenvolvida para tratar o excesso de pele, gordura localizada e a diástase abdominal, que é o afastamento dos músculos retos do abdômen.
Por utilizar tecnologia avançada e incisões menores, o procedimento proporciona resultados eficazes com cicatrizes muito mais discretas do que as técnicas tradicionais.
ENERGIA E VIDEOENDOSCOPIA
O cirurgião plástico, Ezio Carneiro Junior, comenta “ essa é uma técnica que combina lipoaspiração, retração cutânea assistida por energia e videoendoscopia, permitindo tratar tanto a flacidez da pele quanto a separação dos músculos abdominais com mínima agressão cirúrgica. O que traz muitos benefícios ao paciente”.
ETAPAS
Carneiro explica que o procedimento é feito em etapas. Primeiro são feitas pequenas incisões por onde é realizada a lipoaspiração para eliminar o acúmulo de gordura e definir o contorno abdominal. Em seguida, com o auxílio da videoendoscopia, o cirurgião corrige a diástase, aproximando e reforçando os músculos retos. E por fim, é aplicado o BodyTite by InMode, tecnologia que estimula o colágeno e promove retração natural da pele.
Mesmo com alta tecnologia, é necessária a avaliação de um cirurgião plástico experiente, uma vez que nem todos os pacientes podem realizar essa técnica.
CICATRIZES MENORES E MAIS DISCRETAS
“Comparada à abdominoplastia convencional, a técnica M.I.L.A. oferece diversos benefícios como: Cicatrizes menores e mais discretas, recuperação mais rápida, menor desconforto no pós-operatório, redução da perda de sangue durante a cirurgia e resultados estéticos mais naturais e harmônicos” explica médico especialista na aplicação da técnica.
Vale ressaltar que o procedimento M.I.L.A tem sido aplicado em casos de diastase, o que comumente chamamos de estômago alto.
Para entender melhor o cirurgião explica que a diástase trata-se do afastamento dos músculos retos abdominais. Quando esses músculos se afastam, enfraquecem a parede abdominal. Nesse caso, algumas situações podem ocorrer. Entre elas:
#1 Queda de órgãos, como bexiga e útero;
#2 Dores lombares devido ao desequilíbrio muscular;
#3 Incontinência urinária;
#4 Alterações estéticas, como a saliência abdominal;
#5 Problemas digestivos, como constipação;
#6 Complicações durante a gravidez.
A correção da diástase com a técnica M.I.L.A. é uma das melhores opções pois permite reforçar e aproximar os músculos retos abdominais de forma precisa.
Durante a cirurgia, a pele é cuidadosamente descolada, e o cirurgião realiza a plicatura muscular sob visão endoscópica, restaurando o aspecto plano e firme do abdômen, sem cortes visíveis (apenas pequenas incisões), diferente da abdominoplastia tradicional.
CONTORNO CORPORAL APRIMORADO
Importante lembrar que esse procedimento requer treinamento específico em videocirurgia e domínio das tecnologias utilizadas.
“Os resultados tornam-se progressivamente mais visíveis ao longo das semanas, conforme o inchaço diminui e a cicatrização evolui. Nota-se também a diminuição incontinência urinária, o abdômen tende a ficar mais plano, firme e definido, as cicatrizes tornam-se discretas e contorno corporal aprimorado, dependendo da adesão às recomendações médicas e do cuidado durante o pós-operatório”, pontua Carneiro.









