Arte e sensibilidade 0 698

Artista pinta com leveza e vê na arte a porta para a eternidade

Se Salvador Dali estivesse vivo, com certeza diria que esse jovem talento tem futuro nas Artes Plásticas. Afinal, a artista mooquense Lílian Piccilli dedica-se à atividade desde 1990, e além de fazer uso de materiais inusitados para compor seus quadros, entre eles vidros, azulejos, sedas e organdis, tem uma preocupação social no trabalho que realiza e na sua própria concepção de enxergar o mundo e retratá-lo em seus quadros.

“Pinto por inspiração. Para mim, arte é inspiração e inspiração é irradiar luz para dentro da profundeza do coração. Quando um observador realmente vê e consegue transpor a imagem, ele sente…sente no seu peito. Algo é transmitido. E essa capacidade que se tem de sentir e amar é o que importa de verdade. É uma pequena percepção da eternidade que nos é concedida”, são preciosidades ditas por ela.

Entre os destaques, nus femininos e criações surrealistas. E há muito mais por trás desses conceitos que organizam suas obras. Afinal, Lilian também é mãe, mulher, enfim uma batalhadora.

Em seu currículo extenso, está a criação de capas de livros, bem como ilustrações de diversas obras literárias. Lilian coordenou o Projeto Paletas, da Editora Marco Marcovitch e do Espaço Cultural do Hospital São Paulo – Projeto Solidar em 1998. Participou em 2006 do “Arte que Liberta”, e foi contratada pelo Senac, através da Funap (Fundação de Auxílio ao Preso) para realizar um trabalho específico de ensino na área de pintura aos presos em duas penitenciárias de Guarulhos: Adriano Marrey e José Parada Neto, onde se desenvolvem atividades de ressocialização dos presos. 

Sua participação em mostras internacionais e nacionais é expressiva, sem esquecer das premiações recebidas, entre elas a Medalha de Prata no ano de 2000, outorgada pela Accademia D´Arte e Cultura – Mostra Itinerante em cidades da Itália, incluindo Roma, e diversas outras em mostras pelo Brasil, especialmente em São Paulo. Suas obras fazem parte do acervo de bancos e empresas, entre eles Caixa Econômica Federal, Fiat e Associação Atlética do Banco do Brasil. Para completar, a artista é membro da Associação Internacional de Artes Plásticas – IAA / AIAP (Unesco, Paris, França) e da Sinapesp.

Tela viva

Para Lílian, a pintura é muito importante porque é uma linguagem sensível da alma que se manifesta em comunhão com o intelecto. “É a vida sintetizada na obra de um ser humano que busca no domínio da técnica a forma de expressar a emoção, é uma troca de energia, entre o artista e o espectador”, explica.

Desde que começou a pintar, Lílian notou que seu trabalho mudou. Hoje ele é totalmente surrealista devido a um episódio com aconteceu com ela em 1996: “estava em um curso de meditação e de repente, fui para um local muito bonito, onde fui recebida por seres que não dava para eu distinguir, parecia que não tinham forma, eram transparentes, e eles me trataram com muito carinho com uma vibração muito, mas muito boa. Então, essas visitas começarão a ser freqüentes e eu comecei a pintar o que vejo lá. Posso dizer que a partir deste dia, a minha pintura mudou, ficou mais leve e solta.

Como professora, vê nos alunos grandes amigos que se transformam ao longo do tempo: “quanto mais contato com a arte, com a pintura, eles se abrem para um universo novo, elevam sua auto-estima e acabam realizando terapias que operam milagres em suas vidas.

Lilian trabalha atualmente em seu ateliê, na Mooca, onde dá aulas de pintura á óleo sobre telas para jovens e adultos. Além dos cursos de pintura, também realiza cursos de Reiki, faz pictografia canalizada e encontros com mestres escribas.

Ateliê Lílian Piccilli
Rua Siqueira Bueno, 1.496, Mooca  /  atelielilian@yahoo.com.br

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