Mel Santa Cecília 0 1059

Projeto de Criação de Abelhas Nativas Brasileiras

Este projeto nasce de um vínculo genuíno entre pessoas, natureza e tempo. Sem motivações comerciais iniciais, ele teve origem na paixão pelas abelhas e no desejo de conviver com elas de maneira respeitosa.

Um trabalho em evolução
Ao longo de dois anos, essa criação se consolidou como um projeto vivo, conduzido com cuidado, conhecimento e dedicação. O entusiasmo espontâneo deu lugar a uma iniciativa estruturada, comprometida com a conservação ambiental e a produção consciente de mel artesanal.

Recriação do habitat natural
Paralelamente ao crescimento do meliponário, promovemos o reflorestamento de áreas degradadas no Vale do Paraíba. Selecionamos, por pesquisa e observação, árvores e flores nativas que garantem néctar e pólen abundantes durante o ano inteiro. Além de fortalecer as colônias, esse esforço atrai outros polinizadores, aves e pequenos animais, restabelecendo o equilíbrio ecológico local.

Educação ambiental e preservação
Mais do que produzir mel, nossa meta é: fomentar a consciência ambiental, proteger espécies nativas e regenerar a paisagem. Cada colmeia simboliza o compromisso com a vida, demonstrando que é possível unir produção e respeito à natureza.

Produção artesanal e ética
A colheita do mel é feita de forma artesanal, cuidadosa e limitada. Respeitamos o ritmo das colônias, extraindo apenas o excedente necessário para seu sustento. Assim, preservamos a integridade das abelhas e garantimos que continuem seu ciclo natural sem estresse. O resultado é um mel que reflete a riqueza da flora local, a estação do ano e a saúde do ecossistema ao redor.

Conhecimento construído na prática
Nosso método apoia-se em: estudo contínuo; troca de experiências; e observação atenta do comportamento das abelhas.
Com o tempo, identificamos as plantas preferidas, adaptamos técnicas a variações climáticas e definimos os cuidados essenciais para manter colônias fortes e saudáveis. Esse aprendizado tornou o trabalho técnico e responsável, sem perder o afeto que o motivou desde o início.

Diversidade de espécies no jardim
Seis tipos de abelhas convivem harmonicamente, cada uma desempenhando um papel único na polinização e na estabilidade do ecossistema:
Uruçu-Amarela: organizada e produtora de mel intenso, típica de áreas bem preservadas.
Jataí: pequena, delicada e extremamente eficiente na polinização; símbolo das abelhas sem ferrão.
Mandaçaia: resistente e adaptável, mantém produção equilibrada de mel.
Mirim: de porte diminuto, essencial na polinização de flores pequenas e sensíveis.
Bora: menos conhecida, mas valiosa para a diversidade genética das plantas.
Apis mellifera: abelha com ferrão, manejada de forma controlada para complementar a polinização.

Um jardim vivo e funcional
Cada espécie explora flores, alturas e épocas de floração diferentes, garantindo polinização contínua e maior resistência do sistema às mudanças climáticas. O resultado é um ecossistema dinâmico, onde as abelhas encontram abrigo, alimento e segurança.

O mel como patrimônio da biodiversidade
Mais do que um alimento, o mel produzido aqui é:
– Energia natural: livre de processos industriais;
– Memória da paisagem: traduz a flora e as estações do ano;
– Fruto da polinização: elemento vital para a reprodução de plantas e para a vida no planeta.
Nas abelhas sem ferrão, o mel costuma ser mais líquido e aromático, revelando a riqueza do seu modo de produção. Cada gota carrega o trabalho coletivo das colônias e a saúde do seu habitat nativo.
Este é um projeto construído com paciência, pesquisa e sensibilidade, onde o verdadeiro crescimento acompanha o ritmo das abelhas. Um trabalho sério, pautado pelo amor à vida e pela sustentabilidade.

Melipona rufiventris é uma espécie de abelha sem ferrão brasileira da tribo Meliponini. É conhecida popularmente como tujuba, teúba e uruçu-amarela

Abelha nativa brasileira Jataí (Tetragonisca angustula)

O sabor, a cor e o aroma do mel variam conforme as espécies de abelhas e plantas visitadas

As fundadoras do projeto: Sabrina Raso e Natalia Raso

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