Volta às aulas

Volta às aulas

Quando as pessoas não conseguem atingir os seus objetivos

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Gostaria de falar de algo muito importante e que faz parte da rotina de muitas famílias: a volta às aulas. Além dos procedimentos rotineiros – como organizar material, uniforme, transporte, desenvolver hábitos e rotinas de levantar cedo, ou fazer lição de casa -, tem uma dinâmica que considero muito mais significativa e difícil: a adaptação emocional da criança à escola.

Pense em você quando muda de emprego ou de casa. Pode ser uma mudança para uma situação bem melhor e, ainda assim, sentimos e demoramos algum tempo para nos adaptar. Agora, imagine isso na criança.

Por isso, os pais precisam ter paciência neste primeiro mês de aula. As crianças têm dificuldades em se adaptar às situações novas. Medo é a primeira emoção básica presente neste contexto.

Elas precisam de segurança, e para isso, dependem da sensação de acolhimento e confiança que vão sentir no ambiente. Outra necessidade importante é que elas sejam orientadas para aliviar esse momento inicial de estresse e medo.

Sendo assim, os pais devem se certificar que suas crianças foram bem acolhidas pelo professor, que estes foram empáticos e elas se sentiram bem no ambiente escolar como um todo.

Se possível, nos primeiros dias, um dos pais deve levar as crianças à escola, enfatizando que é um momento importante na vida delas, mas que elas precisam brincar, sentirem-se bem e que eles estarão lá ao final do período para buscá-las e levá-las para casa. Devem ressaltar que mesmo distante dos pais, elas podem se sentir protegidas, pois eles estão atentos a qualquer dificuldade que elas tiverem.

Apesar de querermos proteger nossos filhos e evitar qualquer sofrimento, as crianças precisam passar por essas situações, pois são experiências determinantes para o desenvolvimento psicossocial.

No entanto, este é um momento de muita atenção e bom senso. Passar por situações novas é importante para o desenvolvimento da criança, mas também pode intimidar, limitar e, em vez de ampliar, minimizar as habilidades e potenciais inatos que essa criança pode ter.

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