Tecnologia na sala de aula

Tecnologia na sala de aula

Pedagoga recomenda o uso de dispositivos móveis como forma de tornar a aula mais atrativa

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Dispositivos eletrônicos móveis, como tablets e smartphones, estão cada vez mais incorporados ao dia a dia de crianças e adolescentes. E, quanto maior a popularidade desses dispositivos entre a garotada, maior é a chance de eles invadirem as salas de aula e até disputarem a atenção com o professor. “O que fazer quando isso acontece?”, perguntam-se os educadores. Para a coordenadora do Curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade 3, professora Aglay Martins, a proibição pura e simples pode gerar o interesse de usar os equipamentos de maneira errada e escondida. “O professor deve, em vez de proibir, trazer a tecnologia para o seu lado. E utilizar os novos equipamentos como forma de atualizar a aula de modo criativo e torná-la atrativa”, sugere.

Conhecido também como mobile learning, o uso dessas ferramentas ainda é visto com desconfiança por educadores. Mas, para a professora Aglay, tablets e smartphones podem e devem ser usados como ferramentas pedagógicas. Ela aconselha, por exemplo, o uso de aplicativos disponíveis para a produção de textos para a Internet, captação de imagens e, até mesmo, a elaboração de blogs como exercícios de aula.

De acordo com a pesquisa TIC Kids 2013, divulgada em agosto deste ano pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Comitê Gestor da Internet do Brasil, o acesso da internet por smartphones pelos jovens com idades entre 9 e 17 anos mais que dobrou entre 2012 e 2013, saltando de 21% para 53%. A utilização de tablets para o mesmo fim também registrou um expressivo crescimento, passando de apenas 2% para 16%.

A pedagoga lembra ainda que, apesar de acreditarem que dominam os seus dispositivos móveis, os alunos utilizam poucos recursos disponíveis. Assim, caberia ao professor aproveitar os bons recursos oferecidos para tornar o conteúdo da aula mais interessante como, por exemplo, a possibilidade de aproximar as pessoas de obras de arte que podem ser visualizadas com proximidade e riqueza de detalhes que, muitas vezes, não é possível nem nos museus onde essas obras se encontram.

As sugestões da professora Aglay vão ao encontro do Policy Guidelines for Mobile Learning, guia apresentado em 2013 pela Unesco, no qual a entidade relaciona 13 bons motivos para o uso das tecnologias móveis como ferramentas de ensino e 10 recomendações para os governos implantarem esses recursos nas salas de aula de todo o mundo.

Crianças e novas tecnologias

Apesar de reconhecer que as novas tecnologias podem ser excelentes aliadas pedagógicas, a professora Aglay recomenda atenção com as crianças que, a seu ver, estão sendo expostas cada vez mais cedo ao uso dos dispositivos móveis. “É importante tomar cuidado para que elas utilizem de maneira adequada e sem excessos. Esses cuidados são necessários para não gerarmos pessoas que vivem conectadas, mas se esquecem da realidade presencial, vivendo apenas a virtual”.

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