Praia de paulista

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Mostra deixa o Complexo Comercial Tatuapé no clima do surfe nesse mês

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No final de 2014, o País do futebol ficou ligado em um esporte que, embora não seja muito popular por aqui, tem a cara do nosso País. Afinal, praia e sol estão no DNA de quase todos os brasileiros. O surfe entrou na nossa casa no dia 19 de dezembro de 2014, quando Gabriel Medina surfou nas ondas do Havaí e saiu campeão mundial. Foi o primeiro brasileiro a conquistar este feito.

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Gabriel faz parte da chamada ‘Braziliam Storm’, uma nova geração de surfistas com potencial para subir nesse pódio muitas e muitas vezes.

Para aproximar ainda mais o público desse esporte acontece, até o dia 27 de setembro, no Complexo Comercial Tatuapé, a Expo Mundo Surf. São 10 atrações diferentes nos shoppings Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé.

O lançamento do evento contou com a presença de alguns dos principais surfistas dessa nova geração, como Filipe Toledo e Alejo Muniz, além da família de Gabriel Medina – que não pode estar presente porque estava fora do Brasil – e do skatista Bob Burnquist. Todos eles aproveitaram o momento para fazer uma emocionante homenagem ao surfista Ricardo dos Santos, que morreu no começo deste ano atingido por tiros na porta da casa de sua família, no litoral de Santa Catarina.

Aulas No Shopping Boulevard Tatuapé há um espaço preparado para quem quer aprender as primeiras lições para se equilibrar em uma prancha. E, olha, tem areia e camiseta de lycra para poder entrar no clima. As aulas têm duração de 30 minutos, a capacidade é de dez pessoas por aula e as inscrições, gratuitas, devem ser feitas no local. Faixa etária: a partir dos 6 anos.
No Shopping Boulevard Tatuapé há um espaço preparado para quem quer aprender as primeiras lições para se equilibrar em uma prancha. E, olha, tem areia e camiseta de lycra para poder entrar no clima. As aulas têm duração de 30 minutos, a capacidade é de dez pessoas por aula e as inscrições, gratuitas, devem ser feitas no local. Faixa etária: a partir dos 6 anos.

Quem passar pelos shoppings durante a mostra poderá conferir os equipamentos utilizados em diferentes níveis da modalidade, a evolução da moda, a cultura e a trajetória dos atletas da Braziliam Storm, além de conhecer o processo de criação de uma prancha e saber mais sobre o universo curioso das ondas gigantes. A exposição traz fotos, as pranchas usadas pelos principais representantes do surfe nacional, as roupas e acessórios de surfe, além de informações históricas e atuais, como o recente ataque de tubarão ao surfista australiano Mick Fanning, na África do Sul.

Um banner de 25 metros de altura nos dá uma ideia do que é surfar em uma onda gigante. E que tal fazer uma selfie dentro de um tubo de onda? Isso é possível em um painel de 5,60m X 2,10m que permite aos visitantes ter essa experiência.

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Confira as atrações de cada um dos shoppings:

Shopping Metrô Tatuapé

De Duke a Medina: série de fotografias com a linha do tempo dos personagens do surfe moderno, passando do medalhista olímpico havaiano e disseminador da modalidade pelo mundo no início do século 20, Duke Kahanamoku, a personalidades importantes como Greg Noll, Kelly Slater e Gabriel Medina.
Braziliam Storm: exposição de pranchas dos surfistas brasileiros que competem no mundial de surfe: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Adriano de Souza, Wiggolly Dantas, Ítalo Ferreira, Miguel Pupo, Jadson André, Alejo Muniz e Silvana Lima. No espaço há, também, uma homenagem póstuma ao surfista Ricardo dos Santos.
Big Surf Boards: registro fotográfico e exposição das pranchas usadas por grandes Big Riders, como Carlos Burle, para surfar em ondas gigantes.
Big Surf: intervenção do fotógrafo de ondas grandes, Fred Pompermayer, que exibe as maiores ondas do mundo. O espaço foi customizado com os itens necessários para a prática do tow-in, técnica na qual o surfista é rebocado por um jet ski para entrar na onda.
Shaper room: reprodução da estação de trabalho do shaper Gregório Motta e o passo a passo da produção de uma prancha em série fotográfica.
Previsão de ondas: imagens e vídeo explicativo sobre os fundamentos básicos da formação das ondas e leitura de previsão. No local, é possível acessar o aplicativo Broou.cast por meio de smartphone que estará disponível para os visitantes.

Shopping Metrô Boulevard Tatuapé

Surf Experience: aulas gratuitas de surfe, com noções básicas de como usar a prancha e pegar uma onda.
Surfwear: série de fotos e manequins caracterizados que conta a evolução da moda surfe até os dias de hoje.
Surfboard Models: série de fotografias dos mais variados tipos de pranchas disponíveis para a prática do esporte.
Board Sports: série de fotografias que exibem os esportes com pranchas em todas as suas vertentes, do skate ao kite surf.

“Quero ser feliz fazendo o que gosto e ser campeão mundial um dia”

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Filipe Toledo tem apenas 20 anos e é o surfista mais jovem da chamada Braziliam Storm. Ele é filho de Ricardo Toledo, duas vezes bicampeão brasileiro, e no começo deste ano foi i o vencedor da tradicional etapa Gold Coast, que abriu a temporada 2015 da Liga Mundial de Surf, e deixou muito surfista experiente impressionado. Morando na Califórnia, ele conversou com a gente com exclusividade.

Qual é a sua lembrança mais antiga do surfe?
Meu pai nos levando pra praia desde muito novinho… Ele ia treinar e nós ficávamos com minha mãe até ele voltar. Depois, ele nos levava para surfar na beiradinha…

Você se sentiu pressionado em algum momento, pela sua família, para seguir na carreira de surfista?
Nunca! Meu pai sempre nos incentivou a fazer esportes, mas independente da nossa escolha, ele sempre nos ensinou a sermos dedicados e profissionais naquilo que decidíssemos fazer.

O que mudou da geração do seu pai para a sua? Hoje há mais profissionalismo?
Sem dúvidas… Na época dele as pranchas eram de uma quilha só e pesavam 10 quilos! Hoje elas pesam 1,5 quilos e só andamos por cima do lip (crista da onda).

O que o título do Gabriel Medina, no ano passado, representou para vocês?
O rompimento de um paradigma. O surf brasileiro vinha batendo na porta, mas não conseguia chegar lá. Isso acabou! Agora eles precisam se preocupar com os brasileiros também!

Como é a rotina de um surfista: treinos, preparação física, alimentação…
Cara, eu gosto muito de surfar, estar no mar, mas hoje sei da necessidade e importância de um bom preparo físico. Faço isso sempre que estou aqui em San Clemente, na Califórnia. Procuro ouvir sempre o meu pai e me alimentar bem, mas às vezes gosto daquele junk food, tipo hambúrguer, sabe?

Você é bem competitivo e autoconfiante. Faz alguma preparação mental?
Não. Na verdade meu pai sempre me disse para ir lá e fazer aquilo que mais gosto…

Você sente algum medo no mar?
O medo precisa existir, mas temos que aprender a controlar isso. Jamais vamos conseguir vencer o mar em todos os momentos. Vai ter situações na qual você não desejaria estar ali, e, para isso, precisa estar preparado. Procuro focar naquilo que devo fazer e não penso naquilo que me desestabiliza.

Qual marca a sua geração quer deixar no surfe brasileiro e mundial?
Talvez como a geração que determinou um novo ciclo no surf brasileiro e mundial.

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