Música e arte

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No Tatuapé, um ateliê é especializado na fabricação, restauro e venda de violinos

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É entre madeiras e encordoamentos que vive o maestro e luthier Jean Joluvier, do atelier Frank’s Violinos, um espaço que resume a trajetória musical da família. Os instrumentos guardados no espaço formam uma coleção que começou com pai de Jean, Frank, que também era músico. Filho de músicos franceses que imigraram para o Brasil por causa da guerra, ele garimpou esses instrumentos com outros imigrantes, em viagens pelo mundo e também com os músicos com os quais mantinha contato.

Assim começou uma coleção que inclui instrumentos dos séculos 18, 19 e 20 e, de acordo com Jean, tem mais de mil peças. Frank começou o ateliê em Campinas, na década de 1960. Depois, foi para o centro de São Paulo, em 1978, onde atendia muitos músicos que se apresentavam no Teatro Municipal. Na sequência, o negócio foi levado para a Mooca e, em 2000, veio para o Tatuapé, onde está até hoje.

De estudantes a músicos profissionais, Jean garante que há peças acessíveis para todos. A vantagem, ele diz, é que os instrumentos feitos artesanalmente têm uma sonoridade muito melhor do que aqueles fabricados em escala industrial, já que há sutilezas que as máquinas da indústria não conseguem reproduzir. “No violino, é o toque do artesão que vai fazer a diferença”, diz.

Quando recebe a encomenda de um instrumento, Jean desenha a peça perfeita para aquela pessoa. “Faço de acordo com o que ela precisa e deseja. É um instrumento adequado para a estatura da pessoa, o tamanho de braço e até mesmo para o tipo de lugar em que ela vai tocar”, diz. São cerca de 90 dias para concluir uma peça. E a oficina onde essas peças são feitas não é acessível para qualquer um. Há segredos que ele não quer revelar. “Tem uma série de ferramentas que o luthier não compra, ele cria. Quando dá certo, isso é um segredo. O Stradivari (Antonio Stradivari, luthier do século 18 que construiu violinos considerados, até hoje, os melhores do mundo), por exemplo, morreu com o segredo de seus instrumentos. Até hoje ninguém superou a sonoridade que ele conseguia”, diz. Não é à toa que seus violinos custam uma fortuna. Segundo Jean, o último foi vendido por três milhões de libras esterlinas.

De pai para filho: Esse violoncelo é uma peça de 1760 que pertenceu ao pai de Jean Joluvier.

Mas se você quer aprender violino não é preciso entrar em pânico. Não se pode dizer que é um instrumento barato, mas é bem possível encontrar peças mais acessíveis. “Há violinos europeus a partir de R$ 1.500 que são ótimos para estudo”, diz. Conforme for evoluindo na técnica, o instrumento adequado vai ficando mais refinado, elaborado e com uma sonoridade melhor. E o preço acompanha essa evolução. “Se chegar a uma orquestra sinfônica, a pessoa vai usar um violino a partir de U$ 10 mil”.

É entre madeiras e encordoamentos que vive o maestro e luthier Jean Joluvier, do atelier Frank’s Violinos, um espaço que resume a trajetória musical da família. Os instrumentos guardados no espaço formam uma coleção que começou com pai de Jean, Frank, que também era músico. Filho de músicos franceses que imigraram para o Brasil por causa da guerra, ele garimpou esses instrumentos com outros imigrantes, em viagens pelo mundo e também com os músicos com os quais mantinha contato.

Assim começou uma coleção que inclui instrumentos dos séculos 18, 19 e 20 e, de acordo com Jean, tem mais de mil peças. Frank começou o ateliê em Campinas, na década de 1960. Depois, foi para o centro de São Paulo, em 1978, onde atendia muitos músicos que se apresentavam no Teatro Municipal. Na sequência, o negócio foi levado para a Mooca e, em 2000, veio para o Tatuapé, onde está até hoje.

De estudantes a músicos profissionais, Jean garante que há peças acessíveis para todos. A vantagem, ele diz, é que os instrumentos feitos artesanalmente têm uma sonoridade muito melhor do que aqueles fabricados em escala industrial, já que há sutilezas que as máquinas da indústria não conseguem reproduzir. “No violino, é o toque do artesão que vai fazer a diferença”, diz.

Autoral: Violino construído por Jean Joluvier em 2000, a partir da planta de um instrumento de Nicola Amati, de 1697. A peça é dedicada ao maestro João Daltro de Almeida, do Rio Grande do Sul.

Quando recebe a encomenda de um instrumento, Jean desenha a peça perfeita para aquela pessoa. “Faço de acordo com o que ela precisa e deseja. É um instrumento adequado para a estatura da pessoa, o tamanho de braço e até mesmo para o tipo de lugar em que ela vai tocar”, diz. São cerca de 90 dias para concluir uma peça. E a oficina onde essas peças são feitas não é acessível para qualquer um. Há segredos que ele não quer revelar. “Tem uma série de ferramentas que o luthier não compra, ele cria. Quando dá certo, isso é um segredo. O Stradivari (Antonio Stradivari, luthier do século 18 que construiu violinos considerados, até hoje, os melhores do mundo), por exemplo, morreu com o segredo de seus instrumentos. Até hoje ninguém superou a sonoridade que ele conseguia”, diz. Não é à toa que seus violinos custam uma fortuna. Segundo Jean, o último foi vendido por três milhões de libras esterlinas.

Mas se você quer aprender violino não é preciso entrar em pânico. Não se pode dizer que é um instrumento barato, mas é bem possível encontrar peças mais acessíveis. “Há violinos europeus a partir de R$ 1.500 que são ótimos para estudo”, diz. Conforme for evoluindo na técnica, o instrumento adequado vai ficando mais refinado, elaborado e com uma sonoridade melhor. E o preço acompanha essa evolução. “Se chegar a uma orquestra sinfônica, a pessoa vai usar um violino a partir de U$ 10 mil”.

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