Fome de leão!

Fome de leão!

Conheça oito motivos que podem estar ligados ao fato de você estar sempre com fome

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shutterstock_under-cover1Você está desidratado

A desidratação leve é muitas vezes interpretada como sensação de fome, quando, na verdade, o seu corpo só precisa de líquidos! A confusão acontece no hipotálamo, a parte do cérebro que regula tanto o apetite quanto a sede. Se você sentir fome e não bebeu muito líquido, tente tomar um copo de água e esperar de 15 a 20 minutos para ver se a sua fome desaparece.

Não dormir bem

Quando você acorda depois de uma noite de sono ruim, dois hormônios relacionados ao apetite já começaram a conspirar contra você. Estudos comprovam que alterações no sono podem levar ao aumento dos níveis de grelina (um hormônio que estimula o apetite), bem como a diminuição dos níveis de leptina (um hormônio que provoca sensação de saciedade). Sem falar que os níveis de cortisol podem aumentar também. No caso do cortisol, uma única noite mal dormida não fará diferença, no entanto, se isto ocorre com frequência, pode ser um fator que colabora com seu ganho de peso. Muitas vezes, basta regularizar o sono para melhorar muito seu nível de energia e controlar melhor a fome.

Exagera nos carboidratos simples

Já notou como um chocolate deixa você incapaz de resistir a comer outro, até que toda a caixa de chocolate se acabe? Esse é o sinal de que o seu cérebro e o seu corpo estão “viciados” em carboidratos. Carboidratos simples, do tipo encontrado em doces, bolos, bolachas e biscoitos, aumentam seus níveis de açúcar no sangue muito rapidamente. Porém, logo em seguida esses níveis diminuem porque seu pâncreas percebe e aumenta muito a produção de insulina (hormônio produzido para manter os níveis de glicose normais). Essa queda de açúcar no sangue provoca fome intensa por mais carboidrato. Portanto, evite esse tipo de carboidrato (açúcar refinado, farinha branca, bolachas, pães doces). Prefira os carboidratos complexos, com mais fibras, que dão maior saciedade.

Você é um estressado

O estresse pode aumentar a sua fome. Quando você está muito tenso, ocorre um aumento na produção de adrenalina e cortisol. Os níveis elevados destes hormônios enganam o corpo, que pensa que está sob ataque (pelo estresse) e precisa de energia. Então sua fome aumenta, principalmente a fome por carboidratos, já que o corpo quer ter uma resposta rápida de energia para que você possa sobreviver a este estresse. O estresse também reduz os níveis de serotonina do cérebro, o que também pode aumentar a sua fome. Nesse caso, vale a pena rever sua rotina para reduzir os níveis de estresse e iniciar atividades de relaxamento.

Você precisa comer mais proteína

Comer mais proteína magra e gordura saudável traz mais saciedade. A proteína aumenta a saciedade, mas também reduz a fome. Sem falar que elas são os macronutrientes essenciais para a construção e reparação do nosso corpo. A ingestão diária recomendada varia de acordo com estado físico e o grau de atividade. Para indivíduos sedentários, a recomendação é de cerca 0,8g de proteína por quilo de peso. Mas isso varia. Consulte uma nutricionista.

Você não está comendo gordura suficiente

Assim como a proteína, a gordura “do bem” (insaturada) também está ligada à saciedade. Tenha certeza que quando você fica satisfeito após uma refeição, é mais provável que sinta menos fome na sua próxima refeição e que sua saciedade perdure por mais tempo. Então, adicione este tipo de alimento – como os azeites, nozes e sementes, abacate – à sua rotina. A recomendação é de que se consuma de 20 a 35% de suas calorias totais diárias em gorduras.

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Você pula refeições

Quando seu estômago fica vazio por muito tempo ele aumenta a produção do hormônio grelina, que regula a fome, causando aquela sensação de muita fome. Como regra geral, tente não deixar um intervalo de mais de 4 ou 5 horas entre as refeições. Não precisa ser de 3 em 3 horas, exceto se existe muita fome com 3 horas.

Você inala a sua comida

Quando você devora sua refeição, o estômago pode estar cheio, mas você não permitiu que o seu cérebro tenha tempo suficiente para registrar aquela plenitude. Quando seu cérebro ainda está no escuro, ele mantém seu apetite e você continua a comer. Um estudo publicado em 2013 no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, descobriu que comer a um ritmo moderado solicita a liberação de hormônios que indicam ao seu cérebro que você “não quer mais”. Tente comer devagar, saboreando cada mordida, e desfrutar o ritual de uma boa refeição. Então, espere pelo menos 20 minutos antes de decidir se você realmente precisa de outra porção. Isso é sobre quanto tempo leva para que o sinal de plenitude para chegar ao seu cérebro.

Viviane Christina de Oliveira é Endocrinologista e Metabologista da Endoquali

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