Divertida Mente

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É gratificante ver um filme que fala das quatro emoções de base que fazem parte da estrutura psíquica do ser humano.

PrintA raiva que nos faz agir de forma impulsiva, impensada e, obviamente, podemos nos arrepender no momento seguinte. O medo, que nos traz preocupação, insegurança e ansiedade, mas que nos ensina o que é preservação, prevenção e a importância de pensarmos antes de agir. A Tristeza é exatamente a emoção “fofa”, como aparece no filme. Ora dramática, ora pessimista, mas é a ela que devemos todo o processo de reflexão mais profundo, que nos leva a dar grandes saltos de crescimento na vida. E a alegria, aquela coisa bacana, viva, altiva, espontânea que, às vezes, pode se tornar vazia.

Agora, a repulsa (nojinho) não é uma emoção de base, mas eu diria que é uma função do ego, que tem a ver com os crivos de avaliação que vem do sentimento, da sensação e do pensamento. Ou seja, faz com que a gente expresse o que gostamos, queremos, admiramos ou não.

Gostei também das cores escolhidas: a raiva vermelha, como aquela energia avassaladora que queima por dentro; o medo Lilás, cor da espiritualidade, tudo a ver com a falta de fé; o azul representando a tristeza é perfeito, pois é cor dos sentimentos mais profundos; e a alegria, amarelo, com a infantilidade e imaturidade que representa a cor. E a nojinho, apesar do verde não ter a ver com repulsa, ainda assim, foi uma boa escolha.

Todos nós sentimos raiva, mas uns sentem e contém, outros expressam e outros fingem que não sentem. Com o medo acontece a mesma coisa: todos sentimos medo, pois é a emoção que ajuda a nos preservar. Todos nós buscamos algum tipo de segurança na vida. Algumas pessoas sentem muito medo e tentam se preservar de todos os riscos, outros sentem medo e se encolhem e outros fingem que não sentem medo e se aventuram mais.

E a tristeza, apesar de ser uma emoção difícil, é a mais importante e a que mais nos faz crescer. Todos nós sentimos tristeza se perdemos um ente querido ou se algo ruim acontece com alguma pessoa que estimamos. Algumas pessoas sentem muita tristeza e até tornam-se deprimidas, outras sentem tristeza, mas a transformam em trampolim para “dar a volta por cima”, e outros fingem que não sentem tristeza e que estão sempre bem, o que, cá entre nós, é impossível. E todo mundo fica alegre quando alguma coisa boa acontece. Alegria é sinônimo de bem-estar. Estar alegre, muitas vezes, significa estar em paz.
Conforme nosso tipo de personalidade, uma dessas emoções predomina. Ou seja, aparece, mais rapidamente do que outras. Qual é a emoção de base que predomin
a em você?

Marilena Borges, Psicologa Clinica e Consultora Organizacional,
e-mail: esedes@uol.com.br

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