De bike pela cidade

De bike pela cidade

Grupos de ciclistas saem de pontos da Mooca e do Tatuapé para pedaladas noturnas de lazer

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IMG_9149É comum vermos as pessoas se apropriarem das ruas e dos espaços públicos para praticar algum tipo de atividade física atualmente, sejam caminhadas e corridinhas em avenidas com canteiros centrais, ou passeios ciclísticos que crescem em número de adeptos e, com isso, colocam a bicicleta num status de excelência quando se trata de realizar encontros alegres e descontraídos.

Na Mooca e no Tatuapé, diversos grupos de pedalada surgiram nos últimos anos. São pessoas que se encontram pelo prazer de pedalar, se exercitar e se encontrar com a cidade. Normalmente, esses passeios acontecem à noite e possuem níveis diferentes: para iniciantes e veteranos.

Grupo Tatu de Bike, que reúne ciclistas iniciantes para pedaladas
Grupo Tatu de Bike, que reúne ciclistas iniciantes para pedaladas

Não se trata de discriminação, e sim de fazer uma pedalada mais segura. Nos grupos de iniciantes, pessoas que gostam de andar de bicicleta, mas não têm experiência, poderão pedalar com segurança e se familiarizar com as regras e os cuidados que se deve ter ao encarar um pedal na rua. Neste caso, a velocidade é reduzida, o trajeto é mais curto e, normalmente, plano. Já nos grupos de veteranos, ou de nível intermediário, os trajetos são mais longos (chegam a 50 km), com subidas e descidas e o ritmo é mais intenso. Por isso, é preciso ter alguma experiência. “Quem não está acostumado a pedalar, pode começar usando as ciclofaixas aos domingos, ou mesmo a ciclovia. Assim, vai pegar ritmo, experiência e poderá se sentir mais à vontade em um grupo”, explica Fábio Rente, assessor do Pedala Corinthians.

Bem-estar e transporte

“Pedalar é uma forma de manter a saúde, não apenas física, mas também mental. Afinal, depois daquele dia cheio de compromissos, subir na bike e curtir um passeio na cidade é uma forma de relaxar e esquecer um pouco dos problemas”, diz João Lo Ré Neto, um dos fundadores do Bikers Mooca Club. A pedalada em grupo também ajuda a integrar a comunidade do bairro, já que muitas pessoas se conhecem ali, além de ser mais seguro. “Hoje, o maior problema do ciclista, a meu ver, é o roubo. Acontecem muitos roubos de bicicleta na cidade, principalmente se você está sozinho”, explica Marcelo Paz Muniz, do Paulista Bikers.

“Um ciclista sozinho normalmente é vítima. Num grupo grande, ele é mais respeitado”

Além de satisfazer quem gosta de pedalar, esses passeios são uma forma de incentivar o uso da bicicleta como um meio de transporte. Ao ver as pessoas pedalando pelas ruas e perceber que é possível a convivência da magrela com os carros, há quem se sinta mais estimulado a tentar também. “Pedalar na cidade é sempre uma aventura. Infelizmente, ainda não se tem uma cultura de respeito ao ciclista. Muitas pessoas ainda têm aquela ideia de que bicicleta é um brinquedo, quando, na verdade, é um meio de transporte também”, defende Rogério Valdo Stipkovic, organizador do Pedala Mooca.

Carlos Ikeda e Fábio Rente, do Pedala Corinthians
Carlos Ikeda e Fábio Rente, do Pedala Corinthians

Cada grupo tem suas regras e métodos de funcionamento. Em geral, todos eles possuem duas ou três pessoas que ficam no comando. Uma sempre vai à frente, guiando o trajeto, e outra no final, fechando o pelotão. Em grupos com mais de 50 pessoas, é recomendado que haja pelo menos mais um guia no meio do grupo. É uma medida de segurança, para que ninguém fique para trás. “O grupo começou junto, tem que chegar junto”, diz Fábio. Imprevistos, é claro, podem acontecer, como furar um pneu, e, nesses casos, é comum todo mundo parar e esperar o conserto.

Caso alguém fique muito cansado ou tenha problemas com a bike, é comum o grupo todo parar e um dos líderes ajuda essa pessoa a pegar um táxi ou chegar em segurança a alguma estação do metrô para retornar. “Sempre procuramos fazer trajetos que passem por estações de metrô, para que as pessoas possam ter acesso a ele e voltar para casa em segurança, caso seja necessário”, diz Fábio.

Se os motoristas – seja de carro, ônibus, moto ou caminhão – são cobrados para ter mais respeito com os ciclistas, estes também devem respeitar os motoristas e as regras de trânsito. Só assim a convivência poderá ser pacífica. “Frequentemente, vejo ciclistas pedalando pela contramão ou pelas calçadas. Entendo que o nosso problema não é apenas ter ciclovias ou faixas específicas para as bicicletas circularem. O que deveria ter é uma política bem mais ampla, que envolva todo mundo”, diz Ivan Trigueirinho, empresário que pedala de duas a quatro vezes por semana.

Dicas para pedalar com segurança

IMG_9349– Evite pedalar sozinho. O risco de um
assalto é maior.
– Trafegue sempre pela direita, com pelo
menos um metro de distância da calçada.
– Sinalize com o braço para qual lado irá virar.
– Quando for parar, levante o braço com a
mão fechada (principalmente se estiver andando em grupo).
– Use apitos para chamar a atenção de pedestres e motoristas.
– Para pedalar à noite, use faixas reflexivas na roupa ou na bike. É importante que o ciclista seja visto pelos motoristas.
– Nunca ande na contramão
– Nunca ande na calçada, apenas quando estiver desmontado da bicicleta.

Todos os grupos exigem que os ciclistas pedalem com os itens básicos de segurança:
– capacete
– lanterna dianteira e pisca traseiro
– câmara reserva e equipamentos de manutenção

Pedale pela Mooca

PEDALA MOOCA /BIKER MOOCA CLUBE
Nível: Básico (iniciantes)
Quando: Quinta-feira. Encontro às 20h,
saída às 20h30
Onde: Rua Siqueira Bueno, 1.740.
Informações: É preciso preencher um termo de participação. O grupo percorre de 25 a 30 km em um ritmo moderado. Há guias na frente, no meio do pelotão e no final do grupo.

Nível – Intermediário (veteranos)
Quando: Terça-feira. Encontro às 20h,
saída às 20h30.
Onde: Rua Siqueira Bueno, 1.740.
Informações: É preciso preencher um termo de participação. Percorrem cerca de 40 km por saída. Há guias na frente, no meio do pelotão e no final do grupo.

Pedale pelo Tatuapé

PAULISTA BIKERS
Nível: Intermediário

Quando: Quinta-feira. Encontro às 20h, saída às 20h30.
Onde: Avenida Celso Garcia, 5.100 (Posto BR).
Informações: Não é preciso fazer inscrição para participar. Basta chegar ao local no dia da pedalada e conversar com os organizadores. Pedalam cerca de 20 km por saída. Normalmente, fazem uma parada para fazer um lanche rápido no tradicional bar Estadão, no Centro de São Paulo.
www.facebook.com/pages/Paulista-Bikers-ZL/277799792405327

BIKE & CO
Nível: Entre o básico e o intermediário
Quando:
quinta-feira, às 20h.
Onde: Rua Serra de Bragança, 482.
Informações: O ritmo do pedal é definido de acordo com o perfil dos participantes. Podem fazer até 40 km por saída se for um grupo mais experiente. Não é preciso fazer inscrição para participar. Basta chegar ao local no dia da pedalada e conversar com os organizadores.

TATU DE BIKE
Nível: Iniciante
Quando: Quinta-feira. Encontro às 20h,
saída às 20h30.
Onde: Rua Tijuco Preto, 418.
Informações: É um passeio para iniciantes, ideal para quem nunca pedalou nas ruas ou está começando na empreitada. São cerca de 20 km por pedalada, em ritmo leve. Não é preciso fazer inscrição para participar. Basta chegar ao local no dia da pedalada e conversar com os organizadores.
www.facebook.com/groups/tatudebike

PEDALA CORINTHIANS
Nível: Intermediário
Quando: Terça-feira. Encontro às 20h,
saída às 20h30.
Onde: Parque São Jorge – Rua São Jorge, 777.
Informações: Não é preciso ser sócio do clube e nem fazer inscrição para participar. Basta chegar ao local no dia da pedalada e conversar com os organizadores. O ritmo é intenso e pode chegar a 50 km por saída. O grupo é sempre acompanhado por quatro monitores.
www.facebook.com/pedalacorinthians

PADAL FAMÍLIA
Nível: Básico
Quando: As domingos, de 15 em 15 dias.
Encontro às 8h, saída às 8h30.
Onde: Parque São Jorge – Rua São Jorge, 777.
Informações: É um pedal leve, para ser feito por adultos e crianças. O trajeto não tem subidas e pode chegar até a 25 km, sempre em um ritmo leve, de passeio. Não é preciso ser sócio do clube e nem fazer inscrição para participar. Basta chegar ao local no dia da pedalada e conversar com os organizadores.

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