A busca pela essência!

A busca pela essência!

COMPARTILHE

As pessoas estão sempre em busca de algo, pois já não basta mais só trabalhar, sobreviver ou viver; há outras necessidades. E você, que está lendo este texto, sabe disso. Caso contrário, não seria atraído por este título.

shutterstock_234114463As pessoas que de certa forma procuraram, ao longo do tempo, viver com consciência sabem o que é estar em busca da sua essência. Parece algo perdido ou muito escondido que nós possuímos ou esquecemos onde deixamos. Está dentro e fora de nós. É tão presente e, às vezes, tão ausente.

A nossa essência é como uma centelha no universo que nos acompanha em cada evolução. É o que nos informa sobre nossa condição humana. Nos faz lembrar da nossa missão. Traduz nossa fé e espiritualidade. Tem a ver com as nossas virtudes.

Nossa essência é arquetípica, representa a vida humana, a alma e tudo que compõe o ser humano, como características, sentimentos e emoções. Pode ser simbolizada como a imagem de Deus que, ao mesmo tempo, é natureza, vida, sabedoria e a verdade do ser.

A essência não se perde, não se ilude, não se apaga. Muda-se a roupagem, mas não se muda o que se é. Não falo de padrões repetitivos, e sim de essência pura e divina.

Um exemplo disso é o arquétipo da mãe ou do pai. Podem passar muitos séculos e até milênios, a figura da mãe pode mudar de roupagem, sair de casa para trabalhar fora e ajudar nas despesas, dirigir automóvel e até assumir atividades masculinas, mas sua essência não muda, pois, ao final, o que se espera de uma mãe é que ela seja unificadora, conciliadora, maternal.

A religiosidade e a espiritualidade são maneiras de nos religar com a nossa natureza essencial. Não é uma tarefa fácil, mas para os que se movem por uma luz interior que os mobiliza para o crescimento como pessoa, isso é uma necessidade.

E como diria Jelaluddin Rumi, poeta do século 13:

“Estiveste com medo
De ser engolido pela terra
Ou assimilado pelo ar.
Agora, teu pingo d’agua se desprende
E goteja no oceano,
De onde veio.
Já não tem a forma que tinha,
Mas ainda é água.
A essência é a mesma.
Esse desprendimento não é um arrependimento.
É uma honra profunda que fazes a ti mesmo”.

Marilena Borges, especialista em Psicologia Clínica e Consultora Organizacional. E-mail: esedes@uol.com.br

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UM COMENTÁRIO