Mito ou Verdade: Dormir sem calcinha faz bem? 0 645

O ginecologista do São Cristóvão Saúde, Dr. Fábio Muniz, esclarece a dúvida e dá dicas de cuidados para a saúde íntima da mulher

Uma pesquisa divulgada no ano passado, encomendada pelo laboratório Sanofi-Aventis à Conecta, empresa do grupo Ibope, mostrou em um levantamento que 42% das mulheres nunca tiram a calcinha na hora de dormir. Mas será que isso é bom ou ruim? Segundo o ginecologista do São Cristóvão Saúde, Dr. Fábio Muniz, quando uma mulher usa roupas íntimas fechadas e de materiais que não privilegiam a ventilação, tornam o ambiente genital mais quente e úmido, o que é propício à proliferação de patógenos que causam entre outros problemas a candidíase vulvovaginal.

Respondendo à pergunta “Dormir sem calcinha, faz bem?”, Dr. Fábio Muniz explica: “Manter a região genital arejada pode evitar irritações e predisposição às infecções, portanto dormir sem calcinha pode fazer bem para a saúde íntima da mulher. Isso porque a roupa íntima favorece ao acúmulo de resíduos celulares, suor e bactérias, que colonizam o local, podendo causar diversos tipos de irritações. As vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico e responsáveis por grande procura ao Ginecologista.”

Segundo o ginecologista, dormir com calcinha ou usar protetores de calcinha diariamente aumenta o calor e a umidade no local, podendo contribuir para a proliferação de patógenos. Sem falar das irritações no local pela própria presença do protetor ou roupa íntima, especialmente aquelas com materiais sintéticos e menos arejadas.

De acordo com o especialista, além de manter o local o mais arejado e seco possível, é preciso higienizar corretamente a região íntima, mas sem excessos. “O uso de materiais para higiene contínua, como lenço umedecido, pode retirar as defesas naturais da pele e da região íntima trazendo consequências como irritação, e sim, a utilização contínua desses produtos podem contribuir para proliferação de bactérias ou fungos.”, afirmou o ginecologista.

Vulva ou vagina? O que deve ser lavado?

“Primeiro devemos fazer uma distinção entre vulva e vagina. A vulva (externa) pode ser lavada com água e sabão durante o banho ou com uso de sabonete íntimo que tem um pH mais adequado e pode ser usado diariamente. Recomenda-se secar bem o local após a higiene diária a fim de evitar as vulvovaginites e outras irritações.  Agora em relação à vagina (parte interna), esta não deve receber ducha ou ser lavada, pois irá mudar a flora local protetora podendo predispor a infecções.”, disse.

Neste momento que muitas pessoas estão trabalhando no modelo home office, as mulheres podem optar por passar o dia sem calcinha ou usar calcinhas com tecidos menos irritantes para a pele, como o algodão, por exemplo. “A opção do uso de roupa íntima ou não, é totalmente pessoal, aplicando-se os conhecimentos citados, sem calcinha ou com roupas íntimas mais arejadas pode-se ter uma higiene  íntima adequada e  com a região genital mais saudável.

Além dos cuidados locais é importante a adoção de medidas que ajudem a prevenir infecções genitais, como manter uma alimentação saudável, ingerir a quantidade adequada de líquidos, manter hábito intestinal regular e saudável, e, por fim a prática de atividade física que tem impacto positivo na imunidade.”, finalizou o ginecologista.

 Sobre o Grupo São Cristóvão Saúde

Administrado pela Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão, o Grupo São Cristóvão Saúde é constituído pelas seguintes Unidades de Negócio: Hospital e Maternidade Geral, Plano de Saúde, sete Unidades Ambulatoriais, Filantropia, Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS), Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) e Hotel Recanto São Cristóvão, localizado em Campos do Jordão. Referência em saúde, na Zona Leste de São Paulo, a Instituição completou 108 anos em dezembro de 2019. Através da gestão administrativa dirigida pelo CEO/Presidente, Engº Valdir Pereira Ventura, tem sido promovida uma grande modernização e expansão em sua estrutura física e tecnológica, investido em equipamentos, certificações e profissionais qualificados. Atualmente, o Hospital e a Maternidade aumentou a capacidade de internação passando de 171 para 275 leitos, além das sete Unidades dos Centros Ambulatoriais, Centro Laboratorial Américo Ventura (CLAV) e do Centro de Atenção Integral à Saúde que realizam diariamente milhares de consultas, proporcionando qualidade assistencial às mais de 140 mil vidas do Plano de Saúde.

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