Difícil resistir a um hambúrguer… 0 1121

Tanto é que as hamburguerias estão em alta. No Tatuapé, por exemplo, são inúmeros os empreendedores que apostaram no segmento que é sucesso de público. Fato é que a carne de hambúrguer conquistou o mundo. Antes servida apenas como uma carne moída arredondada, com o passar dos tempos ganhou pão, alface, tomate, queijo, maionese, bacon e por aí vai, com ingredientes ao gosto do freguês!

Pergunta: quem não gosta de uma carne moída bem temperada e arredondada? Difícil encontrar quem não saboreie esta iguaria que, quem diria, foi levada pelos alemães aos Estados Unidos para depois ganhar o mundo!
Primeiro saboreada só a carne e depois em forma de lanche, a receita descobriu a América na segunda metade do século XIX, através dos imigrantes alemães embarcados no Porto de Hamburgo, razão pela qual seu primeiro nome no chamado “novo mundo” foi “hamburg steak”.
Só que, lá nos primórdios dos tempos, o lanche não tinha todo este glamour e trato gourmet. Era mesmo uma comida rústica. Os primeiros que a apreciaram nos Estados Unidos foram os marinheiros. Eles aproveitavam a carne entre dois pedaços de pão para mastigar algo enquanto trabalhavam.
E, bem antes disso, o que hoje conhecemos como carne de hambúrguer, era na verdade um meio de consumir a carne de uma forma menos dura. Isso mesmo. Durante os séculos XII e XIII, a Europa conheceu as invasões dos chamados mongóis. Entre os povos que se agrupavam sob essa denominação estavam os tártaros, tribos nômades guerreiras que habitavam as estepes russas.
E foram os tártaros que introduziram na Europa a técnica de moer a carne dura e de má qualidade para torná-la mais digerível. Diz a lenda, que os cavaleiros tártaros costumavam levar a carne crua embaixo da sela quando galopavam em suas incursões guerreiras. Na hora de comer, o bife já tinha se tornado uma pasta.
GANHOU O MUNDO
A verdade é que este “sanduba” continua alinhado com a trajetória da humanidade, uma vez que, depois de apresentado à América, passou a fazer parte da rotina mais que apressada das pessoas que não tinham tempo para almoçar. A massa trabalhadora americana, principalmente no período da industrialização, adotou o hambúrguer como um dos seus pratos favoritos porque além de saboroso e de matar a forme, ficava pronto bem rápido.
Outra curiosidade é que na dácada de 30, o cartunista americano Elzie Segar (1894-1938) acrescentou mais um personagem a suas tiras do Popeye, o marinheiro que gostava de espinafre. J. Wellington Wimpy – o Dudu – ficou famoso pelo seu insaciável apetite por hambúrgueres. Em 1937, os irmãos Dick e Maurice Mc Donald abriram um pequeno drive-in na cidade de San Bernardino, na Califórna, e revolucionaram o mundo do fast-food. Como todos os outros, eles serviam lanches rápidos para clientes apressados.
AO GOSTO DO FREGUÊS
A rodela com aproximadamente 50 gramas, no mínimo, de carne moída entre duas metades de pão de hambúrguer redondo, coberta ou não de queijo, acompanhada ou não de alface e tomate, conquistou os paladares mais exigentes e, com o passar dos anos, ganhou mais ingredientes especiais em suas receitas. Os tamanhos também aumentaram, assim como as formas de servir os lanches, que podem ser no prato, ou não, para comer de garfo e faca ou dar aquela enorme mordida. Acompanhada ou não de batata frita e molhos diversos, a receita do hambúrguer, caseira ou industrializada, é sinônimo de quero mais em qualquer ocasião.

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