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Nascido em uma família tradicional de músicos da Mooca, o cantor Thiago Varzé prova seu talento na gravação de seu primeiro videoclipe, produzido por Max Viana

A música é uma verdadeira herança na vida do jovem Thiago Varzé, 29. Seu primeiro contato com ela veio antes mesmo de chegar ao mundo. “Ainda na barriga da minha mãe, ela conta que sempre colocava discos para escutarmos ‘juntos’. Venho de uma família muito musical, minha mãe tocava piano clássico, meu pai participava de bandas de rock e meu tio foi um excelente cantor. Nos encontros e festas de família, a música sempre foi o ingrediente especial. MPB, samba, bossa nova e jazz principalmente”, conta.

Pelo contato precoce com a música, com apenas seis anos de idade, Varzé entrou para um conservatório para estudar iniciação musical, saxofone, violão, canto e técnica vocal. “Aos 14 anos, passei a fazer da música minha profissão, tocando nos ‘bares da vida’. Todo começo, apesar de difícil, é inspirador. É nesse momento que você se permite sonhar. E como diz Milton Nascimento: ‘Sonhos não envelhecem’. Plantei um sonho e sigo em busca dele”.

Natural de Itanhaém, mas morador da Mooca há 29 anos, ou seja, desde seus primeiros meses de vida, Varzé fala com muito carinho do lugar onde vive. “Acho a Mooca um mundo à parte. Minha ligação pessoal com a região é inteira, plena. É onde cresci, onde vivo e faço tudo, onde fiz meus grandes amigos, onde escrevi e continuo escrevendo minha história de vida”, diz. E continua: “já tive o prazer e o privilégio de tocar em vários bares da região. O público daqui é apaixonante”.

ESTILO MUSICAL

Quando se trata de identidade musical, Varzé prefere dizer que faz música brasileira, genuína, verdadeira e livre de preconceitos. “O Brasil é o país mais plural do mundo. Acho bobagem me limitar a dizer toco ‘tal’ estilo de música ou pertenço à determinada estética musical”, comenta o cantor, que tem dois álbuns gravados e acaba de lançar um videoclipe produzido por Max Viana.

Violonista e cantor por formação, Varzé toca percussão e ainda se arrisca na guitarra. “Acho importante que o cantor entenda de música: harmonia, melodia e ritmo. Isso faz com que seu canto tenha mais base e aparatos”. Já sobre seu lado compositor, o artista afirma que não segue um padrão ou um ritual específico. “É algo instintivo, quase ‘irracional’. Na verdade, a música é que vem até mim, me sopra aos ouvidos”.

Grande admirador de música de qualidade, Varzé tem como inspiração nomes como Steve Wonder, Michael Jackson, George Benson, Frank Sinatra, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lenine, Tom Jobim, João Gilberto, João Bosco, Flávio Venturini, Cartola, João Nogueira e Chico Buarque. “Mas indiscutivelmente a maior de todas as minhas influências e referências musicais é Djavan”.

TRABALHOS

Lançado em 2005, Áudio Retrato, como o próprio nome sugere, é um primeiro registro de suas composições e primeiras tentativas de atingir um modelo criativo. “Era um retrato em forma musical de uma busca pela minha própria forma de compor, assumir a partir de então uma identidade e autenticidade musical”. Já, Outros Ares, lançado em 2011, o cantor considera um trabalho mais bem definido, projetado e com conceito. O álbum foi produzido por Max Viana e conta com participações especiais. O disco é bem eclético, flertando com samba, MPB, bossa nova e jazz. Das dez faixas, seis foram compostas pelo próprio artista, com destaque para as canções Tudo vai dar certo, que está no set list das rádios, e Avelã, música que deu origem ao primeiro videoclipe do cantor. “Gravar esse clipe foi uma experiência especial. A equipe foi muito dedicada e envolvida. Fiquei emocionado com o resultado”.

Saiba Mais
www.thiagovarze.com.br

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