O cão celebridade do Tatuapé 0 2167

Zhoe, da raça russa borzoi e com 70 cm de altura, atrai olhares e provoca comentários quando sai na rua

Com sua elegância e tamanho incomuns, Zhoe atrai a atenção de muita gente no Tatuapé. Seu dono, o empresário Jorge Lincoln, já se acostumou com flashs e curiosos no portão. “Sempre há gente querendo vê-lo”, explica. E não por acaso: Zhoe é um borzoi – um galgo de origem russa que tem 90 cm de altura, das patas ao dorso.

Trata-se de um animal majestoso. Para ver e ouvir a reação das pessoas ao vê-lo, a reportagem saiu para um passeio com o “cachorrinho”. Nas ruas do Tatuapé, motoristas diminuíam a velocidade, para observar melhor. Crianças ficavam eufóricas e outras pessoas nas calçadas paravam para ver. E alguns deixam escapar suas impressões. “Ouço os mais variados comentários sobre ele, desde elogios a piadas”, diz Lincoln, que vive com Zhoe há sete anos.

VELOZES E CAVALHEIROS

O bom comportamento dos cães da raça de Zhoe é apreciado desde a idade média. Sua visão é extraordinária e é também um cão veloz – borzoi é um termo russo para “rápido”. Aproveitando-se destas qualidades, criadores medievais os treinavam para a caça de lobos. Mas, com o tempo, estes simpáticos cães demonstraram sua vocação para a companhia de pessoas, de todas as idades, principalmente membros da nobreza.

Zhoe durante passeio com seu dono Jorge Lincoln

No início do século 19, czares russos os criavam e alguns até presenteavam convidados com exemplares do cão. Eram inclusive utilizados em cerimônias de casamento, como animais ornamentais. Já no início do século passado, chegaram aos EUA onde ganharam status de cães de estrelas de cinema.

INSTINTO E COMPANHEIRISMO

Em casa, Zhoe é um gentlement: bem comportado e amigável com convidados. “Ele convive muito bem com crianças e cães. Mas, se houver outro animal pequeno na mesma casa, pode querer caçá-lo”, comenta Lincoln, lembrando que a raça é também apreciada por caçadores.

Apesar de ágil, o borzoi não é um animal robusto, podendo se ferir caso seja atacado por outro cão. Para o empresário, sair para voltas com Zhoe à noite foi a opção mais segura: evitando o encontro com cães agressivos.

Todo este cuidado com Zhoe é retribuído com muita serenidade e tranquilidade. “Ele me passa confiança e tranquilidade. É um membro da família – um amigo”, simplifica o dono.

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