Água leve! 0 764

Sais minerais fazem da água mineral uma aliada da vida saudável!

Você acreditaria se te dissessem que não existem duas águas iguais? Por incrível que pareça, essa informação é verdadeira. Cada tipo de água é caracterizado pela quantidade e variedade de sais minerais e outros componentes, e ainda leva em conta as flutuações naturais, os tipos de rocha e de formações geológicas que a água percorre no subsolo. De acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (ABINAM), em geral, as águas são classificadas pelos elementos que mais se destacam em sua composição, portanto, não existe uma melhor do que a outra. O que se deve levar em conta é qual é a melhor para cada organismo.

“Diferente da água comprada no supermercado (engarrafada), que é obtida diretamente de fontes naturais, a água que vem “da rua” é captada em represas, tratada para eliminação de bactérias e micro-organismos, e assim fica apropriada para chegar à caixa d’água”, explica Newton de Castro, diretor da Empresa de Mineração Lucema Águas Minerais. “Os purificadores eliminam a sujeira, então essa água torna-se “limpa”, ou seja, tem menos produtos químicos e sujeira. Ainda assim, não é tão pura e não contém sais minerais, que têm efeitos terapêuticos”, completa.

Os benefícios da água mineral estão intimamente ligados à sua composição. De acordo com a quantidade de cada elemento, a água pode ter efeitos benéficos para diversos problemas como anemias, parasitoses, cálculos renais, insônia, nervosismo, doenças estomacais (veja quadro no fim da matéria). O fato é que os sais minerais, por não serem sintetizados pelo organismo, devem fazer parte do consumo das pessoas. No entanto, é importante destacar que, por mais que o efeito seja positivo, não se deve basear um tratamento de saúde apenas na ingestão de água. Nesse caso, é preciso sempre consultar um médico.

A recomendação diária de água é baseada na perda orgânica e varia entre 1,5 e 2 litros. Porém, fatores como clima muito quente ou seco, transpiração excessiva e febre, podem alterar a necessidade. “As substâncias presentes na água agem em várias situações: como constituintes estruturais dos tecidos corpóreos, como o cálcio e o fósforo, que formam os ossos e dentes; como reguladores orgânicos que controlam os impulsos nervosos e a atividade muscular; como componentes ou ativadores/reguladores de enzimas e hormônios”, explica a supervisora de gastronomia e nutrição do Hospital e Maternidade São Cristóvão Saúde, Fátima Domingues.

Newton ainda lembra que o corpo humano é formado em quase 70% por água. Então, além de repor os líquidos e sais perdidos, ela mata a sede, hidrata a pele, diminui o estresse, desintoxica o organismo e serve como alimento, pois fornece ao organismo os elementos necessários à sua formação, manutenção e desenvolvimento. “A principal função da água é o transporte dos nutrientes e proteínas para cada órgão do corpo. Se o sangue não tivesse água, não seria líquido e, consequentemente, não circularia no organismo”, explica.

A degustação da água não é tão fácil quanto se possa imaginar, mas podem-se notar sensações diferentes entre uma água e outra. “O ideal é que seja uma água que esteja em embalagem de vidro, para que não haja possibilidade de eventual sabor do plástico. A temperatura deve ser entre 18 e 25 ºC, e deve-se seguir as técnicas de avaliação sensorial. Se houver excesso de ingestão, o organismo expele o excedente”, diz Fátima.

Segundo ela, a água mineral na fonte não tem vencimento, mas depois de engarrafada, devido à manipulação, passa a ter prazo de validade para seu consumo. “Não temos como visualmente identificar se a água está contaminada ou não. Para tanto, seria necessária uma análise em laboratório. O prazo de validade está associado ao tipo de embalagem, ou seja, águas engarrafadas em vidro ou pet possuem validade de 12 meses, porém a água em embalagens de polipropileno, como em galões de 20 litros, possuem uma validade menor, uma vez que são embalagens retornáveis e que também passam por um processo de higienização e desinfecção. Nesse caso o prazo está em 30 dias”, destaca.

Para aumentar a ingestão de água, é importante escolher uma bem leve, ou seja, com menor ph; baixa condutividade; índices mínimos de cálcio e sódio e o menor resíduo de evaporação calculado (citados nos rótulos).

A classificação do rótulo da água mineral tem como parâmetro padrões pré-estabelecidos, de acordo com composição química, propriedades físicas ou físico-químicas distintas. É possível obter todas as informações no site da ABINAM (www.abinam.com.br).

Entendendo alguns rótulos

Todas as águas minerais legalizadas atendem aos requisitos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e/ou o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). “A composição da água varia de acordo com as fontes de onde são retiradas. A diferença entre as quantidades de sais minerais é que faz com que haja alterações de paladar e leveza, mas a percepção é muito pessoal”, explica Fátima.

Se uma pessoa, por exemplo, tem tendência a ter pedra nos rins, deve procurar uma água com menor quantidade de cálcio. Já quem tem osteoporose deve dar preferência a uma água com maior quantidade de cálcio; se tiver acidez estomacal, deve beber água com maior quantidade de bicarbonato. “No geral, recomenda-se evitar o sódio, que acumula líquido no organismo; mas isso quem define é o nutricionista, afinal cada componente tem uma função diferente no nosso corpo”, observa Newton. Segundo ele, para saber se a água é leve, deve-se olhar no rótulo os valores referentes ao “ph” e ao “resíduo de evaporação a 180º calculado”. “Quanto menores os números, mais leve é a água”, explica.

É recomendado consumir entre 1,5 e 2 litros de água por dia, porém, fatores como clima muito quente ou seco, podem alterar a necessidade

Classificação dos tipos de água e para que são indicadas

Ferruginosas – para tratamento de anemias, parasitoses, alergias e acne juvenil; estimulam o apetite;

Fluoretadas – para saúde de dentes e ossos;

Radioativas – dissolvem cálculos renais e biliares; favorecem a digestão; são calmantes e laxantes;

Carbogasosas – diuréticas e digestivas; repõem energias e estimulam o apetite, eficazes contra hipertensão arterial;

Sulfurosas – para reumatismos, doenças da pele, artrites e inflamações em geral;

Brometadas – tranquilizantes, combatem a insônia, nervosismo, desequilíbrios emocionais, epilepsia e histeria;

Sulfatadas sódicas – para prisão de ventre, colites e problemas hepáticos;

Cálcicas – para casos de raquitismo e colite; consolidam fraturas e têm ações diuréticas. Reduzem a sensibilidade em casos de asma, bronquites, eczemas e dermatoses;

Iodetadas – tratam adenoides, inflamações da faringe e insuficiência de tireoide;

Bicarbonatadas Sódicas – para doenças estomacais, como gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite e diabetes;

Alcalinas – diminuem a acidez estomacal e são boas hidratantes para a pele;

Ácidas – regularizam o pH da pele;

Carbônicas – hidratam a pele e reduzem o apetite;

Sulfatadas – atuam como anti-inflamatórias e antitóxicas;

Oligominerais- higienizam a pele, intoxicações hepáticas, ácido úrico, inflamações das vias urinárias, alérgicas e estafa.

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