Décadas de tradição 1 1364

Com quase 40 anos, camisaria masculina usa a renovação para se manter no mundo da moda

Primeira regra de um bom empresário: nada de ficar enclausurado no escritório. Para se dar bem no mercado, enfrentar a concorrência e todos os desafios que aparecem, é preciso se relacionar. Pelo menos essa é a visão de Heitor Filho, que administra a Le Mark, uma empresa de camisas masculinas com 36 anos de história na Zona Leste de São Paulo.

Quando começou, Heitor já pensava grande e vendia seu produto nos quatro cantos do Brasil, exatamente como faz hoje. “Eu já era do ramo. E isso fez com que eu pudesse formatar a empresa nos moldes que eu já conhecia. A experiência adquirida anteriormente foi fundamental”, conta.

Hoje, Heitor é o presidente e trabalha ao lado dos filhos Heitor Neto, diretor comercial, e Ronaldo Ferratoni Alves, diretor industrial e de compras. E o trabalho em família é encarado com naturalidade. “Cada um tem as suas funções muito bem definidas”. Além disso, todos conhecem o processo de produção de cada uma das três marcas que fazem parte do grupo (Le Mark, Du Côté e Yak Menswear) desde a escolha da matéria-prima até o último botão.

Para se manter no mercado há mais de 30 anos, gerenciar 300 funcionários e produzir cerca de três mil peças por dia, a empresa precisou ficar atenta a tudo o que acontece no volátil mundo da moda. “Hoje, o homem se veste de uma forma mais descontraída. Há 30 anos, era uma moda mais clássica. E o nosso produto precisou acompanhar essa tendência”.

Como prova de que estão sempre ligados no que acontece no mundo da moda, os empresários inauguraram a única loja própria no ano passado, no Outlet Premium, um shopping de grifes que fica na Rodovia dos Bandeirantes, próximo a Jundiaí. “Escolhemos inaugurar nossa loja de fábrica lá, porque é um lugar onde estão todas as grifes e nós vendemos um produto de alta qualidade”, diz Heitor.

Embora ele tenha dito lá no começo do texto que não dá para ficar enclausurado em um escritório, reconhece que é importante estar presente o tempo todo na empresa. “Temos muitos funcionários e você tem que dar assistência a todos os departamentos”. Porém, reafirma que um empresário precisa se organizar para também criar relacionamentos com outras pessoas do setor e da política. “Hoje somos associados da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), sou presidente do Sindiroupas (o sindicato patronal), diretor da Fiesp e participante do conselho titular do Senai São Paulo. Isso é importante, porque fico politicamente informado, atualizado e com uma bagagem estrutural para enfrentar toda a sorte de decisões que o País toma através do Ministério da Indústria. Se você não for participante dessas entidades, fica enclausurado no seu escritório e isso não é bom. Não colabora com o crescimento, nem pessoal e nem da empresa”.

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