Eles também envelhecem 0 751

Cães e gatos idosos precisam de cuidados especiais ao chegar à terceira idade

Os animais de estimação são sempre fofos e lindos quando chegam pequeninos à casa de seus donos. O que pouca gente sabe é que também é preciso estar preparado para o dia em que esses animais envelhecerem. Ao menos que tenham algum problema sério de saúde durante a vida, ou que sejam vítimas de algum acidente, eles podem viver muitos anos. De acordo com a Associação Cinológica do Brasil, a longevidade dos cães varia conforme o porte da raça, mas a expectativa média de um cachorro de pequeno e médio porte é cerca de 12  anos e dos cães grandes ou gigantes um pouco mais curta. E o que fazer quando o companheiro de passeios e brincadeiras começa a ficar debilitado?

É claro que os cuidados recebidos pelos animais ao longo da vida contam muito para a saúde que eles terão quando idosos. Assim, cães e gatos que sempre tiveram uma alimentação balanceada e condizente com a raça, que fizeram exercícios físicos, tomaram todas as vacinas e foram corretamente tratados em casos de doenças, podem viver mais e melhor. Porém, isso não impede que os problemas típicos da “idade” como dentes enfraquecidos, deficiência cardíaca, artrites e artroses, apareçam. Segundo a médica veterinária Helen Romano, os problemas geriátricos variam de acordo com a raça, mas os mais comuns são os articulares e cardíacos. “Nos gatos, há muito problema renal”, alerta.

Um dos cuidados mais importantes a se tomar é com a nutrição. Além de um alimento mais tenro, de fácil mastigação, uma alimentação balanceada, condizente com o gasto energético do pet é indispensável para que o animal não ganhe peso. “Na velhice, os animais tendem a apresentar uma diminuição da massa muscular e muitas vezes tornam-se obesos, mostrando a necessidade de uma alimentação com uma quantidade adequada de proteínas de alta qualidade para minimizar as perdas das reservas de proteína do organismo”, esclarece a veterinária Isabella Vincoletto. Em muitos casos é recomendável o uso de suplementos alimentares, que ajudam a repor substâncias essenciais para que os animais tenham uma melhor qualidade de vida. “Hoje é possível encontrar bons produtos que garantem a reposição de vitaminas, ajudam a melhorar as articulações, a pele, e auxiliam no emagrecimento”, explica Helen.

A aparição de placas bacterianas e de mau hálito, além da perda de dentição, também é muito comum durante a velhice, e pode dificultar a ingestão dos alimentos e, em casos mais graves, ser a causa da anorexia. Por isso é importante o proprietário realizar a escovação dos dentes do animal ou uma vez por ano levá-lo ao veterinário para prevenir a formação de tártaro.

Outro aspecto que merece atenção é a parte de atividade física. Os exercícios são importantes para os animais desde a infância, mas devem ser feitos de acordo com a raça. “Se você colocar um Border Collie em um agility, por exemplo, ele vai se dar super bem, assim como se você colocar um Labrador para nadar. Agora, há cães mais frágeis que precisam de outro tipo de exercício”, explica Helen. Além de ajudar a manter o tônus muscular, os exercícios favorecem a circulação do sangue. “A manutenção do peso corporal é um dos fatores determinantes para a prevenção de artrites e artroses. Cães em forma são menos predispostos a desenvolver problemas articulares”, explica Isabella.

Os animais que são acompanhados por um médico veterinário ao longo da vida também têm chances de viver mais. Muitos problemas podem ser diagnosticados cedo e, quando bem tratados, têm consequências mais leves lá na frente. É o caso, por exemplo, do diabetes. Grande parte dos casos de cães idosos com catarata acontece justamente por causa do diabetes. E, hoje, já há uma série de alimentos especiais para se tratar esse tipo de problema em animais. “Quanto mais cuidado houver durante a vida do cão, melhor será a velhice”, explica Helen.

Não se pode esquecer, é claro, da parte emocional. Dispensar algumas horas para brincar e ficar junto de seu animal também é importante e pode, inclusive, prevenir problemas comportamentais como resistência a mudanças da rotina diária ou mesmo depressão. E não se pode esquecer, afinal, que esse animal sempre foi uma boa companhia. E não é porque ficou idoso que deixou de ser. Estar disposto a ter esse amigo fiel significará cuidar dele quando ele mais precisar, ou seja, na velhice.

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