Globos Terrestres: o mundo em nossas mãos 0 1072

Apesar de vivermos em uma época de alta tecnologia, os globos terrestres, com toda sua simplicidade, ainda fascinam os amantes da geografia de nosso planeta

Mesmo com as facilidades propiciadas pela Internet – como o Google Earth, que permite visualizar qualquer lugar do planeta com imagens reais obtidas por satélite – os bons e velhos globos terrestres ainda fascinam os amantes da história e da geografia de nosso planeta. Passar um tempo girando e observando o globo, além de uma excelente forma de aprender, é um exercício de imaginação: o mundo inteiro – lugares, pessoas, presente e passado – ficam, literalmente, nas mãos do observador.

Foi esse fascínio que motivou o empresário Mário Fiorentino a fundar a primeira fábrica de globos terrestres do Brasil. “Desde criança, eu tinha o desejo de ter um globo na minha casa. Já cheguei a trabalhar vendendo enciclopédias e presenteava os clientes com um globo como brinde. Mas, quando tive a oportunidade de fabricá-los, abracei totalmente a causa”, conta Fiorentino.

Assim surgia, há 35 anos, a Libreria. Localizada no bairro da Mooca, a empresa é a maior da América Latina no setor, produzindo globos terrestres, lunares e celestes para o mercado interno e externo. No início, explica Fiorentino, os globos eram bem mais simples e deterioravam-se facilmente. Mas, com o passar dos anos, a fábrica desenvolveu ferramentas de produção próprias, que hoje lhe permitem fabricar esferas de diversos tamanhos, materiais e usos diferentes.

O empresário explica que, atualmente, os globos têm uma dupla função. “Além de serem uma ferramenta didática, eles também são muito utilizados como objetos de decoração em salas, quartos e escritórios”, observa Fiorentino. Um bom exemplo dessa função é o Globo Cielo produzido pela Libreria. Trata-se de uma esfera iluminada que representa a abóbada celeste e, de quebra, ilumina o ambiente de forma suave.

FÁCIL VISUALIZAÇÃO

Segundo Fiorentino, um dos mais vendidos pela empresa é o Globo Studio, com 30cm de diâmetro, que possuiu letras maiores, facilitando a leitura. Nele, os países são delimitados por cores brilhantes que se contrastam, criando a sensação de que a crosta terrestre flutua no azul do mar, em segundo plano.

O globo apresenta dados que são atualizados e avaliados periodicamente, oferecendo informações precisas sobre centros populacionais, ilhas, países, capitais, Estados e cidades. Ele também contém indicações de picos, cordilheiras, golfos, estreitos, correntes e contracorrentes de ventos e oceânicas e acidentes litorâneos.

Cobrindo o pólo norte, há um disco de plástico, que representa o fuso horário. O disco é dividido em 24 partes iguais representando as horas. Também possui o símbolo da Lua em uma metade – para indicar as horas da noite – e o Sol na outra, para indicar as do dia. Com isso, é possível saber as horas em qualquer parte do mundo.

A fábrica desenvolve ferramentas de produção próprias, que lhe permitem fabricar esferas de diversos tamanhos, materiais e usos diferentes

PRODUÇÃO

Nas dependências da fábrica, acompanhamos a produção desse globo, que começa com o corte dos moldes. Já com as informações impressas, os moldes são posicionados em uma máquina aquecida a 70ºC. O equipamento pressiona os moldes formando o primeiro hemisfério do globo.

O mesmo procedimento é realizado para a formação do outro hemisfério. O trabalho de juntar as duas metades é feito manualmente pelos funcionários. Com o globo pronto, são colocadas a régua de meridiano e a base de sustentação, que pode ser de plástico, madeira ou ferro.

“Desde criança, eu tinha o desejo de ter um globo na minha casa. Quando tive a oportunidade de fabricá-los, abracei totalmente a causa”, Mário Fiorentino

Para imprimir os mapas em modelos menores, feitos de plástico, a Libreria desenvolveu uma máquina com tecnologia própria. A ferramenta possui um mecanismo que transfere os contornos geográficos de uma matriz diretamente nas esferas, tanto do hemisfério norte quanto do sul.

O que vimos, no entanto, é apenas uma parte da produção dos globos, que envolve outros processos mantidos como “segredo de estado” pela fábrica.

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