Produzindo sabor e saúde 0 1187

Produzindo sabor e saúde

Consumido há milhares de anos pela humanidade, o iogurte é um alimento saudável – rico em cálcio e proteínas – obtido pela fermentação do leite. Com o passar dos anos, a indústria desenvolveu a receita e hoje as prateleiras dos mercados oferecem inúmeras variedades de iogurte, nos mais diversos sabores e formas.

Para saber mais sobre o preparo dessa saborosa iguaria, a Revista do Tatuapé foi conhecer de perto a linha de produção da Vigor localizada no bairro do Belém. Fundada há 90 anos, essa é a fábrica mais antiga da marca, que hoje pertence à Bertin – uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina.

Além do iogurte, a unidade do Belém produz leite UHT e pasteurizado, sobremesas cremosas, flan, leite fermentado, coalhada, achocolatados, sucos de frutas, néctares, creme tipo chantilly, creme de leite fresco, manteiga e margarina, entre outros.

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A produção começa com a chegada do leite, que é trazido por caminhões tanque e depositado em tanques denominados silos, que têm capacidade de armazenar até 100 mil litros. O líquido passa então por um distribuidor que o direciona para diferentes setores da fábrica, dependendo do alimento que será produzido.

Mas, antes de ver como o leite se transforma em tantas delícias, muito cuidado. Ninguém entra nas dependências da fábrica sem antes passar por uma rigorosa barreira sanitária, que inclui a higienização das mãos e das solas dos calçados. O visitante também tem que usar luvas, touca, máscara e um avental. “Além de um cuidado da Vigor, trata-se de uma exigência da SIF (Serviço de Inspeção Federal)”, explica Clodinei Mendes Jr., gerente de Controle e Garantia de Qualidade da fábrica.

Para explicar como é preparado o iogurte, o gerente faz uma analogia com um bolo. “Tudo começa com a separação e adição dos ingredientes”, conta. No setor de preparo, um funcionário tem acesso à fórmula especificada pela empresa e prepara um kit chamado de “pré-mix”, que pode conter açúcar, cacau e proteínas, entre outros compostos solúveis. Esses ingredientes são adicionados ao leite em tanques de 10 mil litros, onde são misturados até atingir o “ponto” desejado.

A mistura segue então para o setor de pasteurização, no qual é aquecido a altas temperaturas e, em seguida, resfriado “Além de fazer parte do processo de preparo do iogurte, esse tratamento aumenta o tempo de preservação do produto”, observa Mendes Jr.

A fábrica localizada no Belém é a mais antiga da marca
A fábrica localizada no Belém é a mais antiga da marca

TRANSFORMAÇÃO

Depois de resfriado, o produto é direcionado aos tanques de fermentação, onde a “mágica” acontece. “É neste momento que o leite se transforma em iogurte, através da ação de bactérias lácteas específicas”, explica o gerente. O leite permanece nos tanques por um período que pode variar de 3 a 6 horas. A fermentação é encerrada com o resfriamento do produto.

Agora o iogurte já está pronto para ser embalado, trabalho que é feito por máquinas termoformadoras, que moldam as embalagens – utilizando ar comprimido e calor – e depositam o iogurte nos recipientes. Em uma hora, elas são capazes de envasilhar até 24 mil copos de iogurte.

No meio tempo entre a fermentação e o envasamento, amostras são enviadas para o laboratório da fábrica. Lá os químicos responsáveis realizam análises físicas e químicas, para verificar se o produto está dentro dos padrões determinados. O alimento também passa por uma análise sensorial, na qual os técnicos verificam o sabor e a textura.

Enquanto isso, os produtos já embalados aguardam aprovação em uma enorme câmara fria que tem nada menos que 4 mil metros quadrados de área. Assim que o laboratório aprova o lote, os produtos estão prontos para serem enviados para mercados de todo o País.

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