Calopsita: nova opção de pet 0 543

Calopsita conquista os lares brasileiros por ser uma verdadeira ave de companhia

A presença de um animal de estimação em casa é um estímulo não só para adultos que precisam de companhia, mas também para que as crianças possam aprender como é importante o respeito por outro ser vivo e a alegria que um bichinho pode trazer para a família.

A verticalização da nossa região, com crescente número de prédios que continuam sendo construídos, restringe um pouco o tamanho desses companheiros. Cães e gatos são os mais populares entre os amantes de animais por causa da sua capacidade de interação com os donos.

Para fugir do convencional, mas ainda assim ter um animal de estimação que realmente faça companhia, muitos lares estão optando por calopsitas.

Essa ave de origem australiana conquistou novos donos justamente por se comportar da mesma forma que cães ou gatos. “Decidimos ter uma calopsita porque queríamos muito um animal de estimação que fosse companheiro. Mas, como vivemos em um apartamento, não dá para ter um cachorro e mantê-lo em boas condições. Optamos por um pássaro.”, comenta Lucas Luiz Ribeiro Monea, morador do Tatuapé e proprietário da calopsita Pic Pic.

A comprovação desse sucesso pode ser feita nos pet shops da cidade. As lojas da Cobasi, por exemplo, vendem uma média de 40 calopsitas por mês, sendo que esse volume corresponde a 60% do total de aves vendidas. “Um dos fatos que mais chama a atenção nessas aves é a possibilidade de amansá-las. Dessa forma, as calopsitas passam a ser aves de estimação, pois podem ser tocadas, acariciadas e respondem a esses estímulos”, explica a veterinária e analista de marketing da Cobasi, Karine Raile Rocha.

Membro da família

Essa ave dócil e interativa tem facilidade em reproduzir sons, assobiar e imitar palavras. “Eu, inclusive, ensinei a Pic Pic a assobiar quando uma garota bonita passar”, brinca Lucas. Segundo a veterinária da Cobasi, as calopsitas costumam falar no início e no fim do dia. Mas elas não gostam de ficar sozinhas. Se a ave estiver berrando é por falta de companhia. “As calopsitas podem ser criadas soltas, acompanhando-nos pela casa enquanto vemos filmes, lemos um livro. Por vezes, parece que acabam por apreciar mais a companhia humana do que a da própria espécie. Ou pensam que são seres humanos pequenos ou que nós somos enormes calopsitas. Seu criador ou dono acaba fazendo parte de seu ‘bando’ e, assim, as famílias acabam por ganhar mais um membro”, relata Karine. A família de Lucas Ribeiro Monea sabe muito bem o que a veterinária quer dizer.

“De noite colocamos uma toalha em cima da gaiola para a Pic Pic dormir. No dia seguinte, quando tiramos a toalha, ela é uma felicidade só.  É um bicho muito diferente de todas as aves que normalmente a gente cria dentro da gaiola, dá comida e, no máximo, canta. A calopsita é diferente. Ela pede para sair da gaiola olhando fixamente para a gente. E até coloca a cabecinha para fora da grade para pedir”, descreve Cristina Ribeiro, mãe de Lucas.

“A Pic Pic fica no meu ombro enquanto estou estudando em casa. Ela é uma grande companheira”, comenta Lucas

Carinho recíproco

“Adestrá-las é possível, mas tem que ter paciência. Isso porque elas necessitam de espaço para saltar e voar. As crianças também podem ajudar nessa tarefa, mas é preciso orientá-las, pois movimentos bruscos podem machucar a ave”, ensina Karine Raile Rocha.

Para evitar que a ave voe, muitos criadores têm o costume de cortar as asas. Se criadas desde pequenas com o contato humano, elas veem na mão e ficam no ombro dos donos.

“A Pic Pic fica no meu ombro enquanto estou estudando em casa. Ela é uma grande companheira. Até quando nós fazemos oração aqui em casa, ela sempre fica no colo da minha mãe, quietinha o tempo inteiro”, comenta Lucas.

Saúde

Manter uma calopsita saudável – e quem sabe vê-la chegar aos 25 anos – não é muito difícil. A alimentação é simples e basicamente composta por rações prontas (de preferência as peletizadas), sementes (misturas prontas para calopsitas) e frutas. A água deve ser limpa e abundante. “As aves apresentam um metabolismo muito rápido, por isso comem com muita frequência várias vezes ao dia, é indicado deixar sempre a alimentação disponível na gaiola”, explica a veterinária.

Evitar correntes de ar e exposição excessiva ao sol, além de manter a gaiola onde a calopsita dorme sempre higienizado e não se esquecer de administrar vermífugos conforme orientação veterinária são os principais cuidados para que a família possa desfrutar da companhia da calopsita por mais de duas décadas.

Dicas sobre como comprar uma calopsita

Prefira as aves mais ativas, com corpo roliço e olhos brilhantes;
Verifique a cloaca, analisando se esta se mostra suja, com sinais de diarréia;
Verifique os olhos e as pálpebras, de modo a ver algum sinal de secreção, inchaço ou vermelhidão;
Outros sinais indicativos de doença são apatia e sonolência. Prefira aves mais ativas;
Verifique também higiene do local onde se encontram as calopsitas.

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