Transformando tecidos em moda 0 1635

Fábrica localizada no Belém confecciona modelos de renomadas grifes

Ao sairmos de uma loja com aquela roupa que cai perfeitamente em nosso corpo e completa nosso estilo, não imaginamos o trabalho que muitos profissionais tiveram para que esse momento fosse possível. Para saber como um tecido se transforma em desejados artigos de moda, a Revista do Tatuapé visitou a linha de produção da Venntture. Localizada no bairro do Belém, a fábrica tem uma produção média mensal de 60 mil unidades.

Conforme explica o diretor comercial José Roberto Baptista, a Venntture surgiu há quatro anos, iniciando suas atividades com a produção de modelos da marca Bad Boy. “Meu atual sócio, Paulo Sérgio T. Luca, atuava em outra empresa. Como ele possuía o licenciamento para produzir as roupas dessa marca, decidimos iniciar nossa própria fábrica”, conta Baptista.

Além de produzir as linhas infantil e “teen” da Bad Boy, a Venntture confecciona coleções da conceituada marca americana Ecko-Unlimited e também da Y Club (linha infantil da Yachtsman). Os proprietários da confecção, aproveitando a sua experiência na atividade, também criaram sua própria marca, a Ragabesh, que também vem ganhando destaque no mercado.

AS MARCAS

Atualmente, as camisetas, bermudas, calças e bonés da marca dos “olhos furiosos” representam a maior parte da produção da Venntture, cerca de 40%. Trazida ao Brasil no início da década de noventa, a Bad Boy virou mania entre os jovens do País, que se identificaram com o ideal de atitude, determinação, garra que a marca simboliza.

Outra grande parte da produção, 30%, é formada pelas sofisticadas coleções da Ecko-Unlimited, que possui como identidade visual o famoso rinoceronte estilizado. Criada pelo grafiteiro Marc Ecko, a marca, que tem sede em Nova York, se tornou um ícone da moda no mundo inteiro. Também apostando no público infanto-juvenil, a Ragabesh representa 20% da fabricação. Já o restante é destinado aos itens da Y Club, a recém-chegada grife infantil da consagrada marca de moda masculina Y Man.

Localizada no bairro do Belém, a fábrica tem uma produção média mensal de 60 mil unidades. Na foto, produção da Ecko-Unlimited

PRODUÇÃO

Apesar de seguir as recomendações das marcas, a fábrica tem papel ativo na criação dos modelos. “Nós recebemos os desenhos e a partir daí escolhemos as técnicas e os tecidos que proporcionarão os melhores resultados.”, explica Baptista. Esse trabalho, que é o princípio de todo o processo de produção, ocorre no departamento de criação. Lá, sete designers gráficos desenvolvem todo o conceito da peça e criam uma espécie de projeto que orientará os profissionais em todas as etapas da produção.

Com o projeto pronto, o primeiro passo é a confecção de uma peça-piloto, uma espécie de protótipo. “A peça-piloto permite que saibamos como ficará o produto final e também serve de amostra que será avaliada pelos estilistas da marca”, diz Baptista. A produção em grande escala começa com a aprovação da peça-piloto. Com exceção da costura, que é realizada por oficinas terceirizadas, a Venntture realiza todos os procedimentos que começam com a escolha do tecido.

Após uma minuciosa verificação da qualidade e da cor, o tecido é encaminhado para o corte. Os moldes  para o corte são desenvolvidos por computador ou até manualmente dependendo do caso. “Um único modelo é formado por diversas peças que seguem todas identificadas para a montagem. É um verdadeiro quebra-cabeça”, compara Baptisa.

ARTE

Depois de devidamente cortadas, as peças seguem para a estamparia, onde recebem os desenhos e logotipos que vão adornar o modelo. “Existem diversas formas de aplicar as imagens no tecido, como o silk-screen, foil (uma espécie de decalque termo-colante), patches e bordados”, descreve. No caso do silk-screen, os desenhos são estampados através de quadros, que como um filme transferem as imagens para o tecido. Para cada cor do desenho é necessário um quadro diferente.

Para dar conta de todo o trabalho, a Venntture conta com cerca de cem profissionais. A linha de produção também possui máquinas de bordar totalmente automatizadas, que chegam a fazer até 200 bordados por hora. Após receberem as imagens, as peças são enviadas para as oficinas de costura, onde são unidas para formar o produto final. De lá, as roupas voltam prontas para ser encaminhadas às lojas, com as devidas embalagens.

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