Tecnologia mostra arte 0 671

Em todas as discussões sobre o mundo da música, fala-se das novas tendências de mercado nascidas com a tecnologia e delas como forma, ou melhor, meio de divulgação de um novo trabalho. Jota Quest e Skank, duas bandas antenadas nessa realidade de blogs, conectividade, sites de relacionamento, sabem disso e lançam novos trabalhos com base nessa nova forma de divulgação. Com a arte tem sido quase o mesmo.

Há artistas que nascem dentro desse espaço virtual, como é o caso de Capri, cujo nome de batismo é Agnaldo Xavier de Oliveira, um paulistano do Tatuapé, autodidata em artes, vindo de família simples, e o mais velho de cinco irmãos.

Sua trajetória artística é recente e um tanto inusitada. Começa com um torpedo que queria enviar à antiga namorada, que acabou por se tornar um papel de parede premiado para celulares, até chegar a exposições em galerias virtuais da Europa e da América.

“Possuo um trabalho na Claro, promoção Toque de Arte Claro, com o trabalho Abstractcapri, e fui um dos cinco vencedores de agosto de 2007. Mesmo sendo apaixonado por arte, foi a partir daí que decidi me expor. Minha primeira galeria foi a Saatchi, em Londres, e não parei mais”, conta.

Com a informática como profissão, o objetivo desse novo tipo de artista é o de não só expandir seu nome a todos os cantos desse planeta, através de sua arte, bem como também levar divisas para o Brasil, como um país avançado, frente às novas tecnologias.

Se parece pretensioso? Pode ser, mas o artista tem suas obras virtuais expostas em diversas galerias também virtuais, e recebe muitas visitas, além de aumentar o círculo de contatos e conhecimentos no mundo da arte.

Com uma média que ultrapassa as mais de 200 visitas mês em apenas um site, chegando a alguns casos a mais de 4 mil visitas a uma única obra, Capri tem entre as suas obras mais vistas: Borboleta no Vale, Vale do Fogo e Gato. Mas são números mutáveis a todo instante.

Sobre a técnica para confeccionar seus trabalhos, está um misto de tecnologia e pura abstração: “meus trabalhos são confeccionados no computador com o auxílio de softwares específicos, que dispõem de ferramentas e técnicas apuradas. É como se estivesse pintando em uma tela”. Capri corrige a reportagem ao dizer que a arte é digital, mas não digitalizada: “são sim criadas com auxílio da informática, pois digitalizar é converter informações analógicas, como uma imagem de tons contínuos, em uma forma binária que pode ser processada pelo computador”.

Quanto aos quadros, embora já tenha pintado em telas reais, para ele é basicamente a mesma coisa. “Com esse processo, minhas criações tornam-se mais rápidas”.

Em todas as galerias em que expôs, Capri obteve muito boa receptividade, bem como comentários feitos por artistas renomados.

Convidado recentemente a participar do Livro “Arte Contemporâneo”, de Ricardo C. Lescano Grosso, de Córdoba (Argentina), pela AT Cultura, tem convites também da Itália, a exemplo da Associazione Artístico Culturale Dionysos, entre outros, e uma lista de sites onde expõe seus trabalhos.

A melhor recomendação vem do próprio artista: “expor virtualmente é quase fazer com que o visitante participe da obra do artista. Ele precisa da arte, porque arte é vida, então vivamos!” Nada melhor do que poder apreciar arte contemporânea com simples clicar do mouse. É só começar. O artista agradece.

Agnaldo (Capri)
Arte Digital Capri&Informática
Tel.: 2641-4300  /  odlanga@pop.com.br

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